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Turquia

Paris suspende venda de armas à Turquia que ataca curdos

Turquia continua a avançar no norte da Síria e entra em Tal Abyad, após tomar Ras al-Ain na foto
Turquia continua a avançar no norte da Síria e entra em Tal Abyad, após tomar Ras al-Ain na foto AFP/Delil Souleiman

De um lado, Paris mostra-se preocupado após a fuga de famílias de membros do movimento jiadista do Estado islâmico, e doutro, Washington, que anuncia a retirada de mais 1000 soldados americanos no norte da Síria. Enquanto isto, Ancara, continua com a sua operação militar contra os curdos.

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A porta-voz do governo francês, Sibeth Ndiaye, mostrou-se hoje preocupada depois da fuga de cerca de 800 familiares de membros do movimento terrorista estado islâmico, do acampamento, Ain Issa, no norte da Síria.

"Evidentemente, que estamos preocupados e é por esta razão que desejamos que a Turquia ponha termo o mais rápido possível à sua intervenção que condenamos", declarou à televisão francesa a porta-voz do governo francês.

Segundo os curdos na região, mulheres e crianças que estavam no acampamento do estado islâmico, fugiram, devido aos combates entre soldados do exército turco e forças curdas.

Mas o Observatório sírio dos direitos humanos cita fontes no seio do acampamento que se referem à fuga de 100 familiares de membros do estado islâmico.

No terreno o exército turco já está a controlar parcelas importantes duma segunda cidade, Tal Abyad, no norte da Síria, e o dia foi marcado por intensos combates, e mais mortos de vários civis.

França, Alemanha ou Holanda suspendem venda de armas à Turquia

De notar que Paris anunciou ontem à noite que suspendia imediatamente exportações de am rmas para a Turquia, a exemplo, do que fizeram Alemanha, Holanda, Finlândia e Noruega.

Do outro lado do Atlântico, os Estados Unidos, principal fornecedor de armas à Turquia, ainda não se pronunciou sobre as sanções prometidas pelo Presidente Trump, contra Ancara.

Pelo contrário, o chefe do Pentágono, Mark Esper, anunciou hoje a retirada de 1000 soldados americanos do norte da Síria, a quase totalidade das forças americanas, evocando uma "situação insustentável" para as tropas americanas que podem ficar encurraladas entre os ataques dos turcos e dos curdos.

"É uma situação verdadeiramente dramática, uma situação provocada pelos turcos e pelo presidente Erdogan", sublinhou, o secretário americano para a Defesa.

Por seu lado, o Presidente Donald Trump, escreve na sua conta Twitteer que "os curdos e a Turquia estão em guerra há vários anos. Outros querem ir lutar ao lado de um campo ou doutro. Deixem-os ir", sublinhou Trump.

Contudo, o chefe da Casa Branca, prometeu, que acompanhará de perto a situação no terreno.

Mas para o Presidente americano, Donald Trump, os Estados Unidos não têm nada que se envolver na guerra dos outros e lembrou, que há 2 anos, recusou quando eram o Iraque que ia combater os curdos na Síria.

"Muita gente queria que fôssemos combater ao lado dos curdos contra o Iraque. Os curdos deixaram de combater duas vezes devido à minha posição. Agora passa-se a mesma coisa com a Turquia", sublinha Donald Trump.

A verdade é que Trump deu luz verde ao seu homólogo turco Erdogan para levar a cabo esta operação militar, no norte da Síria, preparada há muito tempo, contra os curdos do YPG, unidades de protecção do povo, uma mílicia versão curda síria, do PKK na Turquia, que Ancara considera serem terroristas.

Uma esmagadora maioria dos turcos, mesmo da oposição, apoiam a operação militar do presidente turco, Erdogan, contra os curdos do YPG.

Por cá, na Europa, espera-se pela reunião dos ministros dos Negócios estrangeiros, da União europeia, no Luxemburgo, sobre a operação militar da Turquia.

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