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Turquia / Síria

Damasco envia tropas para apoiar os curdos

Tropas sírias em Tal Tamer no nordeste do país, neste 14 de Outubro de 2019.
Tropas sírias em Tal Tamer no nordeste do país, neste 14 de Outubro de 2019. Reuters

Depois de chegar a um acordo ontem com os curdos, o regime sírio enviou as suas tropas para o norte do pais no intuito de estancar a ofensiva turca contra os curdos que pediram ajuda depois do seu antigo aliado, os Estados unidos anunciarem a retirada das suas tropas daquela região.

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Numa altura em que um responsável americano confirma que os cerca de mil soldados americanos desdobrados no norte da Síria onde apoiavam os curdos na luta contra o grupo Estado Islâmico receberam ordem para deixar o país, Damasco respondeu pela positiva ao pedido de ajuda dos curdos e enviou tropas para a zona de Ras al-Aïn, Minbej, Tabqa e Aïn Issa, junto da fronteira com a Turquia, para conter o avanço dos turcos no terreno.

De acordo com o Observatório Sírio dos Direitos do Homem, cerca de 130 combatentes das Forças Democráticas Sírias dominadas pelos curdos, e 70 civis morreram desde o começo da ofensiva turca que, segundo a ONU, provocou pelo menos 160 mil deslocados.

Além deste aspecto, ontem as autoridades curdas confirmaram o cenário que os europeus temiam.Cerca de 800 familiares de jihadistas conseguiram fugir dos campos onde eram mantidos pelos curdos no norte da Síria. A Turquia, por sua vez, acusou os curdos de terem deliberadamente soltado prisioneiros pertencentes ao grupo Estado Islâmico que estavam alegadamente detidos na localidade de Tal Abyad, "para disseminar o caos na região". Num dos seus tweets, o Presidente Donald Trump deu crédito a esta tese ao escrever que os curdos poderiam estar a soltar alguns jihadistas "no intuito de forçar os americanos a implicar-se no conflito".

Apesar de o Presidente americano, por outro lado, ameaçar com "grandes sanções" a Turquia, sua aliada no seio da NATO, e apesar de a União Europeia ter novamente repudiado hoje a ofensiva de Ancara, esta última contudo não conseguiu falar de uma só voz quanto à possibilidade de se impor um embargo sobre as vendas de armas à Turquia. Mais pormenores aqui.

Reunidos hoje no Luxemburgo, os chefes da diplomacia dos Estados membros comprometeram-se numa declaração a adoptar posições a nível nacional sobre as suas respectivas exportações de armas para a Turquia. Único avanço significativo, os ministros dos negócios estrangeiros europeus chegaram a um consenso quanto a sanções sobre as actividades ilegais de prospecção de hidrocarbonetos nas águas territoriais de Chipre.

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