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Turquia / Síria

Turquia continua ofensiva "com ou sem apoio" do mundo

Bandeiras russas e sírias estão hasteadas sobre veículos militares perto de Manbij, no norte da Síria, na linha da frente com os turcos, neste 15 de Outubro de 2019.
Bandeiras russas e sírias estão hasteadas sobre veículos militares perto de Manbij, no norte da Síria, na linha da frente com os turcos, neste 15 de Outubro de 2019. REUTERS/Omar Sanadiki

Apesar das sanções internacionais a presidência turca reiterou hoje que vai continuar a sua ofensiva na Síria "com ou sem o apoio" do mundo e denunciou um "negócio sujo" entre as forças curdas e Damasco, isto depois do regime sírio ter enviado tropas para o norte do país no intuito de ajudar os combatentes curdos a fazer frente ao exército turco.

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Enquanto se espera por uma nova reunião do conselho de segurança da ONU possivelmente esta quarta-feira, continuam a chover as condenações à ofensiva turca contra os curdos no norte da Síria.

Os Estados Unidos, cujo vice-presidente Mike Pence deve deslocar-se nas próximas 24 horas à Turquia no intuito de tentar alcançar uma solução diplomática, anunciaram ontem sanções contra a Turquia que se materializam pelo aumento em 50% das taxas alfandegárias sobre o aço turco assim como sanções dirigidas nominativamente contra membros do governo de Ancara. Apesar de a Europa não ter conseguido falar de uma só voz sobre um eventual embargo à venda de armas à Turquia, certos países aplicam sanções individualmente, entre outros, o Reino Unido e a Suécia que anunciaram hoje a sua decisão de suspender a venda de armas e munições a Ancara

A Rússia, quanto si, perante a retirada das tropas americanas do terreno, está num autêntico jogo de equilibrismo. Aliados da primeira hora do regime de Damasco mas também próximos estrategicamente dos turcos, soldados russos encontram-se actualmente no norte da Síria a patrulhar na linha de demarcação entre os turcos e, do outro lado, os curdos e os sírios, para impedir um confronto directo.

Apesar disso, Ancara reconheceu hoje 6 baixas no seio das suas tropas e também a morte de 20 civis com tiros de roquetes a partir de Síria. Do outro lado da frente, o Observatório Sírio dos Direitos Humanos dá conta da morte de 128 combatentes sírios e de 71 civis.

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