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Turquia

ONG denuncia quebra de trégua pela Turquia

Imagem de 18 de Outubro, tirada do lado turco da fronteira e a mostrar fumo na cidade de Ras al-Ain, um dia depois de a trégua ter sido acordada.
Imagem de 18 de Outubro, tirada do lado turco da fronteira e a mostrar fumo na cidade de Ras al-Ain, um dia depois de a trégua ter sido acordada. Ozan KOSE / AFP

A ONG Observatório Sírio para os Direitos Humanos denunciou que a Turquia bombardeou uma localidade, esta sexta-feira, no norte da Síria, matando, pelo menos, 14 civis e quatro combatentes das forças curdas. A trégua foi prometida na quinta-feira.

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Horas depois da trégua aceite pela Turquia, os raides aéreos turcos teriam provocado a morte de, pelo menos, 14 civis e quatro combatentes das forças curdas, na localidade de Bab al-Kheir, no norte da Síria, esta sexta-feira. As forças curdas acusaram Ancara de violar o cessar-fogo.

Hoje, o Presidente turco avisou que a ofensiva vai recomeçar na terça-feira se as forças curdas não se retirarem do sector. O recuo curdo foi uma das condições para suspender os bombardeamentos, depois de a comunidade internacional se ter indignado com os ataques contra as forças que ajudaram a combater o autodenominado Estado Islâmico. A Amnistia Internacional acusou mesmo os turcos e os rebeldes pró-turcos de mostrarem um “desprezo vergonhoso pelas vidas civis” e falou em “provas inequívocas de crimes de guerra”.

O acordo de cessar-fogo também prevê a instalação de uma chamada “zona de segurança” de 32 quilómetros de largura em território sírio. Hoje, o presidente turco disse que a zona deve estender-se a um comprimento de 444 quilómetros” onde vai construir “140 aldeias para 5.000 habitantes cada” e repetiu que vai mandar para lá uma parte dos 3 milhões e 600 mil refugiados sírios que estão na Turquia.

Entretanto, o presidente norte-americano, Donald Trump, que retirou as tropas norte-americanas do norte da Síria permitindo o ofensiva de Ancara sobre a região, explicou que decidiu, em plena consciência, deixar turcos e curdos entenderem-se porque se comportam como “crianças”.

Como duas crianças, vamos deixá-los lutar um bocado e depois separamo-los”, afirmou Donald Trump numa deslocação ao Texas.

Esta sexta-feira, o presidente francês, Emmanuel Macron, revelou que soube da retirada norte-americana através de um tweet de Donald Trump "como toda a gente" e avançou que ele, Angela Merkel e Boris Johnson vão encontrar "em breve" o presidente turco. Emmanuel Macron falou em "intervenção militar louca" da parte da Turquia e disse que se o Estado Islâmico voltar a responsabilidade é da Turquia. O chefe de Estado francês também disse que "o que se passa na Síria é um erro grave do Ocidente e da NATO".

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