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Médio Oriente

Libaneses continuam a bloquear estradas em protesto

Milhares de manifestantes continuam a exigir a queda do Governo
Milhares de manifestantes continuam a exigir a queda do Governo REUTERS/Omar Ibrahim

Milhares de libaneses continuam a cortar as principais estradas do país em protesto contra a situação económica e a corrupção. O movimento nasceu de forma espontânea contra imposto sobra chamadas no WhatsApp. 

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Ao sétimo dia, os protestos no Líbano parecem não perder fôlego já que, de
norte a sul do país, os manifestantes continuam o bloqueio às principais estradas nacionais em protesto contra os aumentos dos impostos e a corrupção.

O movimento nasceu de forma espontânea depois do executivo ter anunciado, na quinta-feira passada, um imposto sobre as chamadas feitas pela aplicação de mensagens WhatsApp.

Apesar da medida ter sido já cancelada pela pressão nas ruas, a revolta dos libaneses foi canalizada para a situação económica e política em geral, num país em que, segundo os números do Banco Mundial (BM), 25% da população vive abaixo do limiar da pobreza. 

As escolas, universidades, empresas e bancos permenecem fechados, o que levou, inclusivé, muitos sindicatos profissionais a apelaram já aos manifestantes que permitam a passagem de camiões cisterna. Em causa o abestecimento de comida, mas também de medicamentos nos hospitais e farmácias.

Perante este cenário, Saad Hariri anunciou um orçamento para 2020 sem impostos suplementares para a população, uma redução de 50% dos salários do Presidente, dos antigos presidentes, dos ministros e dos deputados, bem como novas taxas para os bancos.

Para muitos, no entanto, o problema está na classe política, que permanece praticamente inalterada no país desde o fim da guerra civil (1975-1990), e que consideram corrupta e incapaz de implementar as medidas necessárias para tirar o país da crise.

Entretanto, o exército está já no terreno com veículos blindados. Os militares lembram, contudo, aos manifestantes que defendem a liberdade de expressão, mas que rejeitam o bloqueio dos acessos rodoviários.

Nada que faça os milhares de libaneses, que enchem as ruas do país, desistirem. "Revolução" e "povo quer a queda do regime" continuam a ouvir-se.

Segundo a imprensa a local, o Governo poderá mesmo vir a deixar cair os ministros mais contestados nas ruas para tentar acalmar os ânimos.
 

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