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Bolivianos protestam nas ruas contra resultados eleitorais

Apoiantes do candidato presidencial boliviano Carlos Mesa protestam em La Paz, na Bolívia, a 21 de Outubro de 2019.
Apoiantes do candidato presidencial boliviano Carlos Mesa protestam em La Paz, na Bolívia, a 21 de Outubro de 2019. REUTERS/Ueslei Marcelino

O presidente boliviano Evo Morales afirmou esta quinta-feira que está disposto a voltar às urnas com o adversário Carlos Mesa, apesar de já ter reivindicado a vitória na primeira volta das eleições gerais da Bolívia.

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"Se o resultado final indicar que vamos para o segundo turno, iremos, mas se o cálculo oficial disser que não há segundo turno, vamos respeitar e defender o resultado", afirmou o presidente boliviano, lembrando que é necessário concluir a 100% a contagem de votos e que os números ainda podem oscilar.

Segundo o Supremo Tribunal Eleitoral (TSE), foram apurados 98,54% dos votos. Evo Morales soma 46,85% dos votos, seguido por Carlos Mesa com 36,68%.

A lei indica que vence à primeira volta quando o candidato alcança mais de 40% dos votos e existem 10 pontos de diferença entre os candidatos.

Evo Morales anunciou ter vencido as eleições gerais à primeira volta e denunciou "um golpe que a direita preparou antecipadamente com apoio internacional".

O principal candidato opositor, Carlos Mesa, denunciou fraude eleitoral e apelou a protestos permanentes até serem conhecidos os resultados oficiais das eleições.

Desde domingo, milhares de pessoas, saíram para as ruas em protesto, acusam Evo Morales de fraude eleitoral. As forças de segurança estão nas ruas e respondem com gás lacrimogéneo.

Ontem, o candidato da oposição afirmou que não reconhecia os resultados do Supremo Tribunal Eleitoral, que acusa de ter manipulado os votos para favorecer o candidato oficial.

Carlos Mesa anunciou a formação de uma "Coordenação de Defesa da Democracia", com o objectivo haver uma segunda volta das eleições presidenciais.

O objectivo da aliança com os partidos da direita e líderes centristas é "conseguir que se cumpra a vontade popular de definir a eleição presidencial numa segunda volta", destacou o candidato no Twitter.

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