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NATO reunida em contexto de mal-estar com a Turquia

Áudio 09:57
O Presidente russo Vladimir Putin e o seu homólogo turco Recep Erdogan, aquando das suas conversações em Sotchi na passada Terça-feira.
O Presidente russo Vladimir Putin e o seu homólogo turco Recep Erdogan, aquando das suas conversações em Sotchi na passada Terça-feira. Sergei CHIRIKOV / POOL / AFP

Os ministros da defesa dos países da NATO encontram-se esta Quinta e Sexta-feira em Bruxelas num contexto tenso. Mais de duas semanas depois de um dos seus países-membros, a Turquia, ter invadido o norte da Síria no intuito de lá instaurar uma zona tampão entre o seu território e as milícias curdas que qualifica de "terroristas", prevalece algum mal-estar entre Ancara e os seus parceiros.

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Países europeus condenam esta operação, mas não tomam medidas concretas. Os Estados Unidos também criticam esta ofensiva e inclusivamente tentam arrancar um cessar-fogo, mas dão o seu acordo implícito ao retirar as suas tropas do norte da Síria onde apoiavam os curdos no combate aos jihadistas. A NATO, cujas discussões se antevêem difíceis, está dilacerada entre a condenação e a necessidade de manter uma presença no Médio Oriente, através da Turquia.

Enquanto isso, do outro lado do xadrez geopolítico, a Rússia consegue estabelecer um acordo com a Turquia com vista a fazer recuar os curdos e ao mesmo tempo garantir a integridade territorial da Síria, Moscovo acabando por ser considerado como o "grande vencedor" desta crise.
Foi sobre este contexto que conversamos com Carlos Gaspar, investigador do Instituto Português de Relações Internacionais.

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