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Portugal

Cerimónias fúnebres de José Mário Branco começaram esta quarta-feira

Capa do álbum "Ser Solidário" de José Mário Branco
Capa do álbum "Ser Solidário" de José Mário Branco RFI

As cerimónias fúnebres de José Mário Branco começaram esta quarta-feira no salão nobre da Voz do Operário, em Lisboa. O funeral será amanhã à tarde. O músico português português morreu ontem, era um dos nomes maiores das canções de resistência ao fascismo.

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Nasceu no Porto em Maio de 1942, gravou o primeiro EP “Cantigas de Amigo” em 1967 e no exílio aqui em França compôs músicas para textos de Natália Correia, Alexandre O’Neill, Luís de Camões e Sério Godinho. Música que formam o seu primeiro álbum “Mudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontades” lançado em 1971.

Percurso marcado pela participação política na luta contra o fascismo e nos combates pela liberdade. Foi voz activa no Maio de 68 em França, regressou a Portugal após o 25 de Abril e torna-se numa das figuras da cultura portuguesa nos primeiros tempos de liberdade.

Num contexto marcado também pela luta entre as diferentes orientações políticas da esquerda revolucionária, José Mário Branco foi fundador e dirigente da UDP, União Democrática Popular (um dos partidos que esta na base do actual Bloco de Esquerda).

No período pós-revolucionário compõe e edita duas das suas maiores obras musicais, “FMI” e “Ser Solidário”. Marcas da desilusão de uma geração que entregou a sua juventude ao processo revolucionário e assistia ao desfazer das esperanças de construir uma sociedade socialista em Portugal.

Lança em 2004 “Resistir é Vencer” numa como homenagem ao povo timorense que resistiu durante décadas à ocupação pelas forças da Indonésia. Cinco anos depois, regressa aos palcos ao lado de Fausto e Sérgio Godinho no projecto “Três Cantos”.

 

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