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Iraque

Mais mortos e feridos na violência contra manifestantes no Iraque

Manifestante exibindo cartaz do líder religioso xiita Ali Sistani, na praça Tahrir de Bagdade a 5 de dezembro de 2019
Manifestante exibindo cartaz do líder religioso xiita Ali Sistani, na praça Tahrir de Bagdade a 5 de dezembro de 2019 AHMAD AL-RUBAYE / AFP

Continua a violência no Iraque, particularmente, na capital Bagdade, onde 19 pessoas na sua maioria manifestantes mas também 3 polícias foram ontem mortas. Os acontecimentos ocorrem na praça Tahrir que tem sido o ponto central das manifestações na capital  que já duram há 2 meses.

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Depois de alguns dias de acalmia, a violência está de volta ao centro de Bagdade, onde pelo menos 19 manifestantes e 3 polícias foram ontem mortos numa altura em que Washington, denunciava a "ingerência" de Teerão no Iraque e impunha sanções contra milícias pró-iranianas.

Eleva-se assim para quase 500 o número de mortos e 20 mil feridos dos dois meses de violência durante manifestações espontâneas contra o poder e que foram fustigadas pela polícia de segurança e da ordem do Iraque.

Foi durante estas manifestações que forças paramilitares pró-Irão investiram quinta-feira a praça Tahir de Bagdade para atacar os manifestantes.

Momentos antes, o ayatolá Ali Sistani, a mais alta autoridade religiosa xiita do Iraque, tinha-se distanciado da classe política denunciada nas ruas de Bagdade desde 1 de outubro tendo apelado os manifestantes a rejeitar "ingerências estrangeiras" na escolha do próximo chefe do governo.

Ali Sistani, faria logo a seguir declarações contraditórias, instando o país a aceitar o primeiro ministro escolhido independentemente de "ingerências estrangeiras".

Escolha difícil de primeiro ministro do Iraque

Há vários dias que os partidos políticos tentam escolher um candidato aceitável por todos no país. Sob a égide dois emissários de Teerão, o general Qassem Soleimani e o dignatário xiita responsável pelo dossiê iraquiano no Hisbolá libanês, Mohammed Kaoutharani.

Os Estados Unidos, denunciariam mais tarde uma "grave violação da soberania iraquiana" e uma "ingerência iraniana, no momento em que divulgava uma lista de dirigentes iraquianos visados por sanções.

"O povo iraquiano quer recuperar o seu país; pede reformas autênticas e quer dirigentes dignos de confiança que apostarão sobretudo nos interesses nacionais", declarou o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, num comunicado.

As sanções de Washington visam 3 chefes de facções do Hachd al-Chaabi, uma coligação de paramilitaires pró-Irão, por violações graves dos direitos humanos e que são Qaïs al-Khazali, Laith al-Khazali e Hussein al-Lami, este último chefe da poderosa segurança do Hachd que reúne as unidades de elite da coligação.

 

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