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Reino Unido

Vitória esmagadora para Boris Johnson

Boris Johnson promete avançar com o Brexit até 31 de Janeiro. Uttoxeter, 10 de Dezembro de 2019.
Boris Johnson promete avançar com o Brexit até 31 de Janeiro. Uttoxeter, 10 de Dezembro de 2019. Ben STANSALL / AFP / POOL

É uma vitória esmagadora dos conservadores e uma derrota histórica dos trabalhistas. Boris Johnson vai governar o Reino Unido com maioria absoluta e promete um Brexit até 31 de Janeiro. Os "tories" conquistaram uma larga maioria de 364 assentos parlamentares dos 650 lugares do parlamento britânico.

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É a maior vitória conservadora desde o triunfo de Margaret Thatcher, em 1987. O partido de Boris Johnson conseguiu 364 assentos parlamentares, muito acima dos 326 necessários para uma maioria absoluta.

Boris Johnson vai, assim, ser reconduzido esta sexta-feira como primeiro-ministro pela rainha Isabel II.

No discurso de vitória durante a madrugada, o primeiro-ministro britânico agradeceu aos eleitores, prometeu "levar o país para a frente” e falou num “novo e poderoso mandato para a fazer o Brexit” que prometeu concretizar "a tempo, até 31 de Janeiro, sem desculpas ou questões".

"Parece que ao Governo Conservador foi outorgado um novo e poderoso mandato para a fazer o Brexit, e não só fazer o Brexit mas para unir o país, levá-lo para a frente e focar nas prioridades do país", afirmou.

Com 203 deputados, o partido trabalhista sofreu a pior derrota eleitoral desde 1935. O seu líder, Jeremy Corbyn, já anunciou que não irá continuar à frente do Labour.

O Partido Nacional Escocês obteve 48 dos 59 assentos na Escócia. Nicola Sturgeon, líder do partido e do governo local, pediu, entretanto, a realização de um novo referendo sobre a independência da Escócia. Sturgeon sublinha que os escoceses não querem Boris Johnson, nem querem sair da União Europeia.

Os liberais democratas obtiveram 11 lugares e a sua líder, Jo Swinson, não foi reeleita como deputada pela Escócia. Em declarações aos jornalistas, Jo Swinson afirmou que estes resultados eleitorais são um perigo para o futuro do Reino Unido, também devido ao resultado obtido pelo Partido Nacional Escocês.

 

A crónica de Bruno Manteigas, correspondente da RFI em Londres

Afinal, o receio dos últimos dias de um parlamento dividido acabou por não se justificar e Boris Johnson conduziu o Partido Conservador a uma vitória esmagadora nas eleições legislativas britânicas.

Conseguimos! Quero felicitar todos os que estiveram envolvidos na campanha para ganhar a maior maioria absoluta desde os anos 80”, afirmou.

Com mais de 360 dos 650 deputados, o governo tem agora o controlo do parlamento para aprovar a legislação do ‘Brexit’ e fazer o Reino Unido sair da União Europeia a 31 de janeiro.

Pela frente, o primeiro-ministro tem muitos desafios. Além de um novo acordo de comércio com Bruxelas para negociar, vai ter de dar um estímulo a uma economia estagnada e cumprir as promessas de investimento nos serviços públicos, como a saúde, segurança e educação.

Em vez do tradicional eleitorado urbano e de classe média, Boris Johnson tem de satisfazer os eleitores que roubou ao Partido Trabalhista no norte e centro do país. Uma classe operária que vive em pequenas cidades negligenciadas e arruinadas pelo encerramento de fábricas e indústrias tradicionais e que, farta das quezílias entre políticos, decidiu dar a Boris Johnson uma prenda de Natal: uma maioria absoluta para concretizar o Brexit.

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