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Parlamento turco autoriza envio de tropas à Líbia

Presidente turco Recep Tayyip Erdogan.
Presidente turco Recep Tayyip Erdogan. REUTERS

O parlamento turco aprovou hoje por maioria, mas com os votos contra da oposição, uma moção do presidente Recep Tayyip Erdogan para enviar soldados turcos para a Líbia, depois do pedido formal de auxílio do primeiro-ministro líbio Fayez al-Sarraj.

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Este pedido surge no seguimento da assinatura e ratificação de dois polémicos acordos entre os dois países, de cooperação militar, e de definição das fronteiras marítimas, o último dos quais já foi contestado pela Grécia, pelo Egipto e por Chipre, que também reclamam a área marítima em causa.

Ancara é o único aliado do governo de conciliação nacional líbio, estabelecido em 2016 depois de um processo negocial liderado pela ONU, reconhecido internacionalmente, mas que controla apenas a capital Trípoli, e está cercado pelas tropas do general rebelde Khalifa Haftar.

A guerra civil na Líbia dura há oito anos, desde a queda do regime do coronel Muhammar Khadafi, com várias milícias e interesses a disputar o poder e o controlo do território.

Apesar do conselho de segurança das nações unidas ter decretado um embargo no envio de armas para o país em guerra civil, vários países e blocos apoiam fações rivais e têm alimentado uma guerra civil que já causou milhares de mortos.

O governo de conciliação nacional - próximo da irmandade muçulmana, é apoiado pela Turquia e pelo Qatar, enquanto o parlamento rebelde de Tobruk, no leste do país, e as milícias do general rebelde Haftar, que cercam Trípoli desde Abril, são apoiados pelo Egipto, pelos Emirados Árabes Unidos, e pela Arábia Saudita, mas também pela França e pela Rússia.

Cercado por todos os lados, e numa posição frágil, o primeiro-ministro líbio virou-se agora para a Turquia, que aproveitou a situação para fazer valer os seus interesses estratégicos – impedir e limitar a exploração das grandes jazidas de gás natural do leste do mediterrâneo sem a sua autorização.

O problema – como aponta a oposição na Turquia, é que Ancara está prestes a envolver-se directamente em mais um imprevisível e sanguinário conflito sectário no médio oriente. Mais informação com o nosso correspondente em Ancara, José Pedro Tavares.

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