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Austrália

Austrália continua o combate ao fogo e espera pela chuva

Um fogo em Adaminaby, Nova-Gales do sul, no sudeste da Austrália, no passado 9 de Janeiro 2020.
Um fogo em Adaminaby, Nova-Gales do sul, no sudeste da Austrália, no passado 9 de Janeiro 2020. Ingleside Rural Fire Service/via REUTERS

Apesar da perspectiva da chegada da chuva em breve e apesar também do maior dos incêndios do país, no sudeste do país, estar e ser controlado, o combate aos fogos que lavram o país desde Setembro, está longe de ter terminado. Uma área equivalente à Coreia do Sul partiu em fumaça, 28 pessoas faleceram, a última vítima tendo sido um bombeiro ontem, mais de um bilhão de animais morreram e milhares de edifícios ficaram destruídos.

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Esta Segunda-feira, os bombeiros australianos anunciaram ter conseguido controlar o maior incêndio do país, na zona montanhosa de Gospers, no noroeste de Sydney, no sudeste da Austrália, um fogo que reduziu a cinzas uma zona três vezes maior do que a aglomeração de Londres e gerou outros incêndios que destruíram um total de 8 mil km2 só naquele sector. Daí que o anúncio pelos serviços de meteorologia da chegada da chuva na próxima semana em certas zonas afectadas seja acolhido com expectativa pela população depois de meses de seca severa agravada pela mudança climática.

Para além das perdas humanas, certas espécies vegetais e animais endémicas da Austrália foram duramente afectadas. Segundo Susan Ley, ministra australiana do meio ambiente, em algumas regiões, os coalas poderiam ser considerados espécie em perigo. No próximo fim-de-semana, uma gala de caridade vai ser organizada em Sydney a favor dos serviços de luta contra os incêndios, a Cruz Vermelha e a protecção dos animais selvagens.

Numa comunicação ontem à nação, o Primeiro-Ministro, Scott Morrison, considerou necessária a abertura de um inquérito para averiguar as responsabilidades no sucedido e prometeu uma política mais actuante para reduzir as emissões de gás com efeito de estufa, "sem taxa carbono, sem aumento do preço da electricidade e sem encerrar as indústrias tradicionais", nomeadamente do carvão.

Muito criticado pela sua gestão dos incêndios, Scott Morrison tem enfrentado ondas de contestação na rua. O Primeiro-ministro australiano tem sido acusado de "negligência", em particular por ter partido de férias em Dezembro quando vastas áreas do seu país estavam a arder. De acordo com uma recente sondagem, 59% dos australianos não estão satisfeitos com desempenho do chefe do governo.

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