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Cidade do Vaticano

Excepção ao celibato dos padres segundo Papa Francisco versus Bento XVI

Excepção ao celibato dos padres segundo Papa Francisco versus Bento XVI
Excepção ao celibato dos padres segundo Papa Francisco versus Bento XVI REUTERS/Yara Nardi

O ex-Papa Bento XVI exorta num livro o seu sucessor Francisco a não ordenar padres homens casados uma iniciativa muito inabitual no Vaticano. Devido à falta de padres na Amazónia o Sínodo de há 2 meses sugeriu nomear homens casados de idade madura e autoctónes. O Vaticano nota que o Papa defende o celibato dos padres, com uma excepção para zonas longínquas. 

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O Vaticano reafirmou hoje o apego do Papa Francisco ao celibato dos padres, salvo em casos excepcionais, um dia depois do apelo do seu predecessor, o antigo Papa, Bento XVI, exortando-o a não ordenar padres homens casados.

"A posição do Papa sobre o celibato é conhecida. Durante a sua conversa com jornalistas no regresso do Panamá, em janeiro de 2019, o Papa citou uma frase de S. Paulo VI, que dizia "prefiro dar a minha vida que mudar a lei do celibato", declarou hoje o director da sala de imprensa do Vaticano, Matteo Bruni.

Esta precisão do porta voz  do Vaticano surge um dia depois  do ex-Papa Bento XVI ter defendido num livro a ser publicado nos próximos dias o celibato dos padres.

O Papa emérito Bento XVI de 92 anos de idade que deixou as suas funções em 2013, exprime esta opinião na obra "Da profundeza dos nossos corações" co-escrita com o cardeal guineense, Robert Sarah. "

"É urgente, necessário, que todos, bispos, padres e leigos, reencontrem um olhar de fé na Igreja e sobre o celibato sacerdotal que protege o seu mistério", escrevem os dois eclesiásticos no livro citado pelo jornal Le figaro.

O livro enquadra-se no debate aberto sobre a possibilidade de ordenação de homem casados maturos na Amazónia, onde há falta de padres.

Papa Francisco defende celibato com excepções para zonas longínquas

O Papa Francisco deve tomar uma decisão muito sensível nas próximas semanas com o seu predecessor Bento XVI a querer influenciá-lo.

Convém notar que na declaração do porta voz do Vaticano, há uma outra passagem em que o Papa Francisco afirma que há "algumas possibilidades, em localidades longíncuas, como as ilhas do Pacífico quando há uma necessidade pastoral" em que pode haver ordenação de homens casados.

Em casos excepcionais, o Papa Francisco, teria uma escolha diferente daquela do seu predecessor Bento XVI e do cardeal, Robert Sarah?

A ver vamos!

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