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CHINA

China: relato de cabo-verdiana em Wuhan, cidade fantasma

Mercado de marisco de Wuhan, onde teriam aparecido os primeiros casos da doença em Dezembro de 2019.
Mercado de marisco de Wuhan, onde teriam aparecido os primeiros casos da doença em Dezembro de 2019. ©REUTERS/Stringer

Já morreram 26 pessoas num total de 830 casos diagnosticados de coronavirus, tudo começou na cidade de Wuhan, no centro da China. Uma estudante universitária cabo-verdiana testemunhou à RFI do isolamento desta cidade em quarentena, uma "cidade fantasma".  

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Sem consenso a Organização mundial da saúde optou por não desencadear um alerta mundial.

O Novo ano chinês começa nas próximas horas, para evitar o alastramento da doença Pequim estende o dispositivo de quarentena a 7 cidades, mais de 30 milhões de habitantes estão abrangindos por medidas visando lutar contra a epidemia.

A Cidade proibida em Pequim e até o Parque Disneylândia de Xangai foram encerrados.

E isto por a doença ter também já ultrapassado as fronteiras da China: Coreia do Sul, Estados Unidos, Japão, Singapura, Taiwan, Tailândia e Vietname tiveram também casos, bem como as duas regiões administrativas especiais chinesas de Macau e de Hong Kong.

A doença começou em Dezembro num mercado de marisco de Wuhan, os festejos do Ano Novo chinês foram, por isso, cancelados.

Liliane Barros, estudante universitária cabo-verdiana em Wuhan, faz parte de um rol de 16 jovens do arquipélago a estudar nesta cidade chinesea de onze milhões de habitantes.

Ela admite o "medo" que ali se instalou numa cidade fantasma onde praticamente ninguém sai. Uma situação que tem piorado de dia para dia, com o aumento de medidas de prevenção.

"Máscaras", reforço das medidas de higiene, como a "lavagem das mãos", "ventilação dos quartos (...) para evitar a concentração de germes" são das medidas de prevenção adoptadas, como relata a jovem.

Cuidados na confecção dos alimentos foram também aconselhados como na preparação das "carnes e ovos".

Na escola os carros não podem circular, as pessoas "evitam sair", resume a estudante.

Liliane Barros alega que comida não falta e que as autoridades garantiram o abastecimento em géneros alimentícios.

Podem faltar são materiais descartáveis para cuidados médicos, com os hospitais sobrecarregados de pacientes, com o "número crescente de casos".

A carne de animais selvagens estaria na origem da epidemia.

A universitária refere que procura comprar-se carne (como a de frango) junto de lugares seguros.

A retoma das aulas, após as férias do Novo Ano chinês, deveria ocorrer a 10 de Fevereiro, uma data que pode não ser cumprida por neste momento não permitirem nem a entrada nem a saída dos estudante ou demais pessoas.

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