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Saúde

Coronavírus: mais de 900 mortos

Um homem com máscara de protecção caminha junto da sede do Banco Central da China, em Pequim, no passado dia 3 de Fevereiro.
Um homem com máscara de protecção caminha junto da sede do Banco Central da China, em Pequim, no passado dia 3 de Fevereiro. ©REUTERS/Jason Lee

O número de mortos provocados pelo coronavírus ascende a 908 mortos na China, um em Hong-Kong e outro nas Filipinas. Segundo dados das autoridades chinesas, nas últimas 24 horas, 97 pessoas morreram na China continental, sendo que actualmente 40 mil pessoas estão contaminadas. Perante esta situação, numa mensagem televisiva hoje, o Presidente chinês, que apareceu com o rosto coberto com uma máscara de protecção, apelou a "medidas mais fortes e decisivas" contra a epidemia.

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De acordo com a OMS que enviou hoje peritos para avaliar a situação na China, o número de pessoas infectadas naquele país tem vindo a estabilizar, porém esta organização considera que é ainda demasiado cedo para prever o momento do declínio da epidemia. Várias regiões permanecem submetidas a limitações em termos de deslocações, nomeadamente o Hubei cuja capital, o Wuhan, epicentro da epidemia, continua em quarentena desde o passado 23 de Janeiro.

Em várias outras províncias e cidades chinesas, está prevista a retoma do trabalho neste terça-feira, depois de férias prolongadas devido à epidemia. Contudo, as empresas têm sido encorajadas a praticar o trabalho à distância. Prudência também em Macau onde foi anunciada ontem a alta para breve dos 9 casos suspeitos registados no seu território. Para as autoridades sanitárias macaenses, ainda é cedo para se voltar à vida normal.

No resto do mundo, ao largo de Yokohama, no Japão, um navio de cruzeiro com cerca de 3600 pessoas a bordo está em quarentena desde o dia 3 de Fevereiro e por uma duração de duas semanas, depois de ter sido detectado numa pessoa a presença do vírus que entretanto alastrou para um total de 130 pessoas no navio.

Noutro ponto do globo, na Grã-Bretanha, com 4 casos confirmados, o governo classificou o vírus de "ameaça grave e iminente para a saúde pública" o que, concretamente, abre caminho para as autoridades colocarem compulsivamente em quarentena indivíduos que tenham sido contaminados. Em França, 35 franceses repatriados ontem da China foram colocados em quarentena no sul de França. Em Portugal, dois casos suspeitos foram hospitalizados respectivamente em Lisboa e no Porto.

Neste contexto, a Comissão Europeia apelou hoje ao reforço da “coordenação e cooperação” da comunidade internacional para enfrentar a epidemia. Para já, na próxima quinta-feira, está agendada uma reunião de urgência em Bruxelas dos ministros europeus da saúde para debater sobre medidas contra a propagação do coronavírus na União Europeia. Mais pormenores aqui.

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