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França

Macron apresenta plano contra "separatismo islâmico"

O Presidente Macron durante a sua visita em Mulhouse, neste 18 de Fevereiro de 2020.
O Presidente Macron durante a sua visita em Mulhouse, neste 18 de Fevereiro de 2020. Jean-Francois Badias/Pool via REUTERS

Em visita ontem em Mulhouse, no norte de França, o Presidente Macron propôs um plano de luta contra o que denomina de "separatismo islâmico" e a radicalização, um plano que se alicerça sobre um maior controlo a nível religioso e a nível do ensino.

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"O separatismo islâmico é incompatível com a liberdade e a igualdade, incompatível com indivisibilidade da República e a necessária unidade da Nação" declarou Emmanuel Macron desmentido estar a adoptar uma política anti-islão.

A estratégia presidencial que se propõe lutar contra as "influências estrangeiras" no que tange à religião, prevê até 2024 colocar um ponto final ao acolhimento em França dos cerca de 300 sacerdotes destacados por diversos países, nomeadamente a Argélia, Marrocos e ainda a Turquia de onde vêm pelo menos 150 imãs. De acordo com o executivo, durante este período, o objectivo será aumentar o número de sacerdotes formados em França. Estima-se que a França contabilize um total de 2500 a 2700 mesquitas.

Paralelamente, no aspecto do ensino, o Presidente Macron prevê igualmente acabar já no próximo ano lectivo, ou seja em Setembro, com o chamado "ELCO", o Ensino da Língua e da Cultura de Origem. Através deste dispositivo de ensino que existe desde os anos 70, as crianças oriundas da imigração, que actualmente se estimam ser 80 mil, beneficiam do ensino da sua língua e cultura de origem com professores destacados pelos respectivos países, dentro das escolas primárias e fora dos horários escolares.

Para justificar esta decisão, o Presidente francês deu conta da necessidade de o sistema da educação nacional exercer o controlo sobre o conteúdo dos programas ensinados, referindo-se indirectamente ao boato de que este através deste dispositivo, as crianças seriam expostas ao proselitismo religioso. Todavia, um dos sindicatos representativos do ensino primário, argumentou que os professores de ELCO não estão entregues ao acaso e que eles "participam nas reuniões de professores sob a responsabilidade dos directores".

Este dispositivo, refira-se, abrange o ensino dirigido às crianças com raízes na Argélia, Marrocos, Tunísia, Turquia,Sérvia, Croácia, Itália, Espanha e Portugal. A França que diz pretender substituir este sistema por outro que chama de "Ensino Internacional em Língua Estrangeira" sem avançar no que consistiria, disse ter chegado a primeiros consensos com os respectivos países, exceptuando a Turquia que hoje acusou o Presidente Macron de "islamofobia primitiva".

Mais pormenores aqui.

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