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Reino Unido

Reino Unido anuncia política migratória pós-Brexit restritiva

Primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, no dia 12 de Fevereiro 2020.
Primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, no dia 12 de Fevereiro 2020. REUTERS/Hannah McKay

O Reino Unido acaba de revelar as modalidades da sua nova política migratória pós-Brexit. Neste novo figurino com o qual o governo de Boris Johnson pretende deixar de depender da "mão-de-obra barata" europeia, pretende-se dar prioridade aos trabalhadores altamente qualificados oriundos do mundo inteiro.

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Neste novo sistema de imigração que o governo britânico pretende aplicar já a partir de 2021 a todos os estrangeiros, incluindo os da União Europeia, pondo fim à liberdade de circulação, os trabalhadores com poucas habilitações e salários baixos não vão poder mais imigrar para o Reino Unido.
Uma das promessas do Brexit, lembrou a ministra do Interior, Priti Patel. "Esta é uma reforma radical, absolutamente. Vai ser a primeira vez em quase 40 anos que o governo britânico vai ter controlo e determinar a sua política de imigração” vincou a governante.

Com base num sistema de acumulação de pontos, os candidatos à imigração deverão responder a critérios como ter um bom domínio de um inglês, ter o ensino secundário concluído, ou ainda ter uma oferta de emprego. Neste âmbito, quem pretender estabelecer-se no Reino Unido deverá obter um mínimo de 70 pontos e receber um salário de pelo menos 25.600 libras, cerca de 31 mil euros, o governo britânico tendo informado que pretende igualmente estabelecer um sistema de pontos para os estudantes.

Perante esta nova perspectiva, indústrias como as da restauração, fábricas e assistência social têm dado conta da sua preocupação, devido ao seu recurso assíduo a uma mão-de-obra barata e pouco qualificada. Apesar destes sectores e da própria oposição terem tecido alertas sobre o risco de um impacto negativo deste dispositivo sobre a economia e a sociedade, o governo insiste no objectivo de reduzir o recurso à mão-de-obra externa. Neste sentido, o executivo britânico recomenda que as empresas alarmadas aumentem a sua produtividade, investindo na mecanização e na criação de incentivos para reter os seus empregados.

Mais pormenores com Bruno Manteigas.

Bruno Manteigas, correspondente da RFI em Londres

 

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