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Reino Unido/Relações Internacionais

Reino Unido: manifestantes pedem libertação de Julian Assange

Julian Assange,quando saía do tribunal de Westminster  em Londres, no passado dia  13 de  Janeiro.
Julian Assange,quando saía do tribunal de Westminster em Londres, no passado dia 13 de Janeiro. REUTERS/Simon Dawson

Algumas centenas de manifestantes desfilaram este sábado nas ruas de Londres para pedir a não extradição, para os Estados Unidos, do jornalista-activista australiano Julian Assange, actualmente detido no Reino Unido, por ter divulgado em 2010,documentos tidos como confidenciais sobre as operações das tropas americanas no Afeganistão e no Iraque. Se Assange for extraditado para os Estados Unidos incorre uma pena de prisão de mais de 100 anos e até mesmo uma condenação à morte.

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Actualmente detido na Belmarsh Prison, prisão de alta segurança em Woolwich, na Inglaterra, Julian Assange poderá ser condenado à 175 anos, no caso de ser extraditado para os Estados Unidos.

Antes da audiência prevista na segunda-feira, dia 24, que começará a examinar a extradição de Assange, várias centenas de pessoas manifestaram este sábado em Londres para pedir ao governo britânico, que o jornalista-activista australiano não seja entregue às autoridades americanas.

Erguendo cartazes e entoando " jornalismo não é um crime" os manifestantes pediram a libertação de Julian Assange e ridicularizaram o Primeiro-minstro britânico, Boris Johnson, que antes de enveredar por uma carreira política era jornalista.

O governo do Reino Unido não desempenha qualquer papel formal no processo de extradição de Assange.

A primeira audiência deverá durar uma semana e a segunda sessão tem o início previsto para o dia 18 de Maio.

De acordo com observadores, no caso de o governo britânico decidir a extradição do jornalista australiano, fundador do site Wikileaks, os seus advogados interporão um recurso, o que fará com que Assange permaneça por mais meses na prisão de Belmarsh, situada na região de Londres.

Por intermédio de um comunicado, a organização para os direitos humanos, Amnestia Internacional, afirmou que os Estados Unidos devem retirar as acusações de espionagem e outras contra Julian Assange, bem como pediu a libertação imediata do jornalista australiano.

Amnestia Internacional acrescentou que mesmo se as acusações feitas à Assange não forem anuladas, as autoridades britânicas devem tomar as medidas necessárias, para que o australiano não seja extraditado para os Estados Unidos, onde,segundo a organização,ele corre o grande risco de os seus direitos humanos serem violados.

Manifestantes pedem não extradição de Julian Assange 22 02 2020

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