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Direito/Estados Unidos

Condenado por agressão sexual Harvey Weinstein arrisca 29 anos de prisão

Harvey Weinstein,no centro, depois  de ouvir o veredicto do tribunal de Nova Iorque. 24 de Fevereiro de 2020
Harvey Weinstein,no centro, depois de ouvir o veredicto do tribunal de Nova Iorque. 24 de Fevereiro de 2020 REUTERS/Lucas Jackson

O influente produtor de cinema americano Harvey Weinstein foi condenado, na segunda-feira, por um Tribunal de Nova Iorque, por agressão sexual e estupro, mas escapou as acusações mais graves, passíveis de uma pena de prisão perpétua.Weinstein, de 67 anos de idade, foi directamente para prisão após o veredicto dos juizes, saudado pelo movimento "Me Too".

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Levado para a cadeia da ilha de Rikers, logo a seguir a decisão do tribunal, Harvey Weinstein, saberá no dia 11 de Março qual será a duração da sua pena de prisão. O produtor de cinema arrisca a uma pena de 29 anos de prisão.

Os membros do júri vão determinar a sentença de acordo com o testemunho de três mulheres, entre as mais de 80 que acusaram Weinstein de assédio ou de agressão sexual.

Harvey Weinstein foi considerado culpado apenas em duas acusações menos graves:a agressão sexual da sua antiga assistente de produção Mimi Haleyi, em 2006 e o estupro, em 2013, da aspirante à actriz, Jessica Mann.

Em contrapartida,o produtor foi absolvido no que toca à uma acusação de estupro mais grave relacionada com Jessica Mann e sobretudo no que diz respeito à circunstância agravante de comportamento "predador" .

A condenação de Weinstein é a primeira no âmbito de um caso pós-Me Too, movimento, de mulheres vítimas de assédio e agressão sexual, emergido em 2017.

Reagindo ao veredicto do tribunal de Nova Iorque, a antiga secretária de Estado Hilary Clinton, considerou em Berlim, onde participa no BerlinHalle, festival internacional de Cinema de Berlim no qual vai ser projectado um documentário sobre a sua vida,que era tempo de os acusados prestarem contas.

Donald Trump que também foi acusado de conduta sexual imprópria afirmou durante uma conferência de imprensa na Índia, onde ele se encontra de visita oficial, que a condenação de Harvey Weinstein por crimes sexuais era uma grande vitória para as mulheres e que a mesma envia uma mensagem forte à sociedade.

O Presidente dos Estados Unidos não se referiu ao facto, de que pelo menos 16 mulheres o acusaram de conduta sexual imprópria.

Entre as mulheres que acusaram Trump, está a escritora E.Jean Carroll. A escritora disse que Donald Trump a violou, no vestiário de um grande armazém de luxo de Nova Iorque, em meados dos anos noventa.

Trump afirmou que os democratas americanos, nomeadamente Hilary Clinton e Michelle Obama, eram os amigos de Harvey Weinstein.

Segundo o chefe de Estado americano, Weinstein financiou o Partido Democrata em várias eleições.

Hilary Clinton,reconheceu em Berlim que o produtor de cinema, agora condenado, tinha contribuído financeiramente para as campanhas presidenciais dos democratas Al Gore,John Kerry, Barack Obama e demais.

Advogados e activistas americanos saudaram a condenação de Harvey Weinstein afirmando que a mesma é um ponto de viragem no sistema de justiça penal dos Estados Unidos.

 

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