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Catarina Vasconcelos com longa metragem em Berlim

Áudio 08:06
Cineasta portuguesa Catarina Vasconcelos em Berlim a 26 de Fevereiro de 2020.
Cineasta portuguesa Catarina Vasconcelos em Berlim a 26 de Fevereiro de 2020. © Rui Martins/RFI

A longa metragem "Metamorfose dos Pássaros" da portuguesa Catarina Vasconcelos teve exibição numa nova mostra do Festival de cinema de Berlim. A jovem cineasta esteve à conversa com Rui Martins, na capital alemã.

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Catarina Vasconcelos é uma jovem realizadora de cinema, de 33 anos, nascida em Lisboa, cujo filme "A Metamorfose dos Pássaros" faz parte de uma nova mostra inaugurada neste 70° Festival Internacional de Cinema de Berlim, cujo título é Encontros.

A sua primeiro longa metragem foi inspirado na história da própria família.

Catarina já ganhou um prémio em Paris com seu  primeiro filme.

Melhor Curta Metragem Internacional, no Cinéma du Réel em 2014, com o título "Metáfora ou uma tristeza virada do avesso (Metáfora ou tristeza de dentro para fora)".

A curta metragem foi exibida em certames como o Festival Internacional de Documentários de Montreal, DOK Leipzig, o Festival Internacional de Cinema de Moscovo e Doclisboa.

História de um amor familiar

Beatriz e Henrique conhecem-se, apaixonam-se e casam-se quando a Beatriz tem 21 anos.

Henrique é marinheiro e vai para o mar.

Beatriz cuida dos seis filhos em casa.

Um dia ela morre inesperadamente.


O filho mais velho é o Jacinto. Desde a infância, ele sonha em se transformar em pássaro.


Jacinto é o pai da realizadora Catarina Vasconcelos, cuja mãe também morreu quando Catarina tinha 17 anos.


Catarina Vasconcelos deu vida à história da sua família neste filme íntimo e muito pessoal, que mais parece um diário polifónico. A lembrança e o luto fundem-se numa narrativa poética, na qual pai e filha falam sobre a sua história e o filme que dela emerge.


Como a mãe e a avó já falecidas, as imagens do filme oferecem protecção contra a implacável passagem do tempo. E como os protagonistas vivos, cujas vozes ouvimos, a separação é um pré-requisito para um novo começo, explica Catarina Vasconcelos, que estudou na Academia de Belas Artes de Lisboa e no Royal College of Art, em Londres.

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