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Austrália

Voos cancelados retêm portugueses na Austrália

Pessoas atravessam uma rua tranquila no centro de Sydney, 25 de Março de 2020, enquanto as pessoas ficam longe devido às restrições para impedir a propagação da pandemia mundial.
Pessoas atravessam uma rua tranquila no centro de Sydney, 25 de Março de 2020, enquanto as pessoas ficam longe devido às restrições para impedir a propagação da pandemia mundial. AFP/File

Na semana passada a Austrália decretou o fecho de todos os espaços públicos “não essenciais”, devido ao surto do novo coronavírus. Francisco Donas-Botto ficou sem emprego e nāo consegue voltar para Portugal.

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"O primeiro-ministro fez uma conferência de imprensa onde disse que para efeitos imediatos todos estes espaços iriam encerrar e fui dos primeiros a ser afectados porque a primeira medida foi banir eventos com mais de 500 pessoas e eu trabalhava num teatro com 900 pessoas", explica Francisco Donas-Botto.

Aos 33 anos, Francisco Donas-Botto vive na Austrália há dois, onde está a terminar o segundo ano do curso de gestão em hotelaria e restauração e trabalhava num teatro.

Francisco explicou-nos que não é um caso isolado, visto que "a entrada a turistas foi banida para os próximos seis meses. Sem turistas os espaços ficam vazios e nós, assim como milhares de pessoas, fomos directamente para o desemprego. Pelo momento não temos qualquer tipo de apoio, até agora as medidas tomadas pelo governo australiano vão no sentido de ajudar os seus cidadãos".

Vivendo num país com um “custo de vida elevado”, onde paga renda, contas, estudos, o regresso a Portugal pareceu-lhe obrigatório, "a partir do momento em que soube que ia ficar sem emprego e não seria uma medida para duas ou três semanas, mas sim para meses indeterminados, decidi que a minha permanência aqui neste momento seria insustentável e o meu regresso a Portugal seria inevitável, então enviei e-mail à Embaixada a dar conta da minha situação e no caso de voltar para Portugal se poderia ter algum tipo de ajuda ou suporte".

Em resposta, foi-lhe aconselhado comprar um voo comercial, o que fez.  "Os nossos voos têm sido cancelados e pior do que isso, as companhias aéreas, para se protegerem, porque há muitos cancelamentos neste momento, não nos estão a devolver o dinheiro. Não nos dão o nosso dinheiro, dão-nos um voucher de crédito, que não nos serve de nada a partir do momento em que as rotas estão fechadas. Estamos a esgotar os recursos financeiros que nos sobram a comprar viagens sem critério e sem garantia", explicou.

Após dois voos cancelados, o próximo está marcado para dia 12 de Abril. Até lá, como centenas de portugueses na Austrália, Francisco Donas-Botto permanece em casa, aguardando uma longa viagem onde estará exposto a riscos, visto o grande número de escalas e o contacto directo com muitas pessoas, para chegar a casa, "em segurança e de boa saúde".

 

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