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Venezuela

Presidente da Venezuela expulsa embaixadora da UE

Presidente da Venezuela, Nicolas Maduro.
Presidente da Venezuela, Nicolas Maduro. REUTERS/Fausto Torrealba

Nicolas Maduro, Presidente venezuelano, deu um prazo de 3 dias à chefe da delegação da UE em Caracas, a diplomata portuguesa Isabel Brilhante Pedrosa para abandonar o território, na sequência da adopção ontem pela União Europeia de sanções contra 11 funcionários do governo venezuelano por alegadamente estarem implicados em acções contra a oposição daquele país.

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«Quem são eles para sancionar, para se tentarem impor com a ameaça? Quem são? Basta! É por isso que decidi dar à embaixadora da UE em Caracas 72 horas para deixar o nosso país e exigir respeito da UE», disse ontem o presidente da Venezuela numa intervenção televisiva em que declarou ainda que «vai colocar os assuntos em ordem com a União Europeia.»

Ontem, a União Europeia adoptou sanções contra 11 responsáveis venezuelanos, nomeadamente contra Luís Parra, deputado pro-Maduro eleito no começo deste ano presidente do parlamento, cargo disputado pelo líder da oposição, Juan Guaidó, reeleito também presidente desta instituição no passado mês de Janeiro pelos deputados da oposição.

As onze personalidades alvo de sanções são acusadas pela UE de «actuar contra o funcionamento democrático do parlamento e de violar a imunidade parlamentar» dos deputados, designadamente de Juan Guaidó, interlocutor reconhecido pela UE.

Reagindo à decisão de Maduro expulsar a embaixadora da União Europeia, os executivos de vários países, designadamente da Colômbia, Bolívia e Paraguai expressaram a sua condenação. Estes países, juntamente com alguns outros da América do Sul bem como a própria UE têm tomado posição a favor da oposição liderada por Juan Guaidó no braço-de-ferro que tem vindo a agudizar-se com Nicolas Maduro desde o ano passado.

Mergulhada na crise económica há alguns anos desde a diminuição do preço do barril de petróleo, a Venezuela tem vivenciado uma grave crise social e politica que culminou com a autoproclamação de Juan Guaidó como Presidente da Venezuela em Janeiro de 2019.

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