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São Tomé e Príncipe

FMI deixa recados a São Tomé e Príncipe

Sede do  Fundo Monetário Internacional em Washington.
Sede do Fundo Monetário Internacional em Washington. REUTERS/Yuri Gripas/File Photo

O Fundo Monetário Internacional (FMI) avaliou a situação macro-económica de São Tomé e Príncipe e alertou para o facto do arquipélago apresentar “enormes desafios”.

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O FMI deu nota negativa às medidas governo depois de ter estado uma semana a avaliar a situação macro-económica do arquipélago e prevê um abrandamento considerável da economia são-tomense para o próximo ano.

A chefe da missão técnica do FMI, Xiaming Li, apresentou em conferência de imprensa notas negativas registadas no desempenho macro-económico do governo são-tomense.

Este abrandamento afecta sobretudo os produtos de exportação, principalmente o cacau. Segundo a chefe da missão do FMI, Xiangming Li, a previsão ainda não é conclusiva, mas o crescimento económico deverá rondar entre 2 e 2,5 %.

A avaliação do FMI denuncia um colapso financeiro, que continua a ameaçar o país; "a receita caiu muito e estão a surgir problemas com falta de financiamento para as despesas. O Estado vai acumulando dívidas atrasadas, ou então, tem que recorrer a novos empréstimos bancários, e isto não é sustentável", descreveu a Chefe da missão do FMI.

O estado são-tomense quer apostar em energias limpas como eólica, solar e hidroelétrica. Várias propostas estão a ser estudadas, estando a da Ilha do Príncipe em estado avançado de concretização. No entanto, o FMI insiste na regulação da divida da reforma da empresa de água e electricidade (EMAE) para com a ENCO.

A EMAE é uma das principais exigências do FMI, que apela todos os são-tomenses a se envolverem na reforma do sector da energia. "Cada um de nós tem que pagar as suas contas, caso contrário o Estado não terá dinheiro para comprar os combustíveis", apelou a Chefe da missão do FMI.

Para além deste apelo, o FMI exige ainda que seja posto fim ao roubo de energia nas redes de distribuição da EMAE.

Para evitar a continuação do colapso do sistema financeiro são-tomense foi proposto ao governo a realização da reforma fiscal. Mais informação com Máximino Carlos, o nosso correspondente em São Tomé e Príncipe.

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