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São Tomé e Príncipe

Universidade Pública de São Tomé paralisada

Palavra de ordem da greve estudantil encetada ontem na Universidade Pública São-Tomense.
Palavra de ordem da greve estudantil encetada ontem na Universidade Pública São-Tomense. Facebook

Desde esta Segunda-feira, a Universidade Pública de São Tomé e Príncipe (USP) está paralisada, os alunos tendo encaminhado uma greve por tempo indeterminado para protestar contra a falta de água potável, a deficiência da ligação à internet, a falta de material de estudo na biblioteca e situações de abuso por parte dos professores.

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"Se um aluno quer beber água, tem que comprar na cantina ou tem que ir para casas vizinhas. Temos problemas também de internet. A internet é altamente fraca, ficamos muito admirados com o facto das escolas secundárias terem internet de boa qualidade e no Instituto Superior Politécnico da Universidade de São Tomé, não encontramos" lamenta Dydysirley Viegas, presidente da Associação dos Estudantes da Universidade Pública. "Temos também problemas de biblioteca. Se querem quadros de qualidade, passa também por uma biblioteca de qualidade. Não temos nada disso" refere ainda o dirigente associativo denunciando por outro lado, abusos por parte de "professores fantasma" que "viajam 15 dias, um mês e quando chegam caem em cima dos alunos" ou ainda casos de professores que não corrigem os testes.

Ao referir que "a situação é conhecida" pelas autoridades competentes, Dydysirley Viegas recorda que em 2015 já tinha sido organizado um bloqueio da universidade para denunciar problemas semelhantes. Na altura, recorda o presidente da Associação de Estudantes, um memorando de entendimento tinha sido assinado para resolver os problemas, mas Dydysirley Viegas refere que até à data presente este acordo não foi cumprido. Oiçamo-lo.

Vigente desde ontem, o bloqueio promete ser levado a cabo por tempo indeterminado, a greve sendo observada pelo conjunto dos estudantes, de acordo com Dydysirley Viegas. Apesar de uma promessa de diálogo, o dirigente associativo refere que até ao momento não foram encaminhadas conversações com a Reitoria da Universidade e que um dos quadros dirigentes da instituição "mandou arrombar a porta" quando chegou ontem ao edifício e deu com os seus acessos bloqueados. Se até Quinta-feira, não tiver sido aberto um diálogo, o presidente da Associação de Estudantes refere não excluir a hipótese de levar o caso até ao Primeiro-Ministro.

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