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São Tomé e Príncipe

Queixa contra líderes do bloqueio à USTP

Logotipo da universidade Pública de São tomé e Príncipe
Logotipo da universidade Pública de São tomé e Príncipe USTP

A Reitoria da Universidade Pública de São Tomé e Príncipe (USTP) apresentou ontem uma queixa-crime contra os estudantes protagonistas do bloqueio à instituição vigente desde Segunda-feira, em protesto contra a ausência de água potável, deficiências na ligação à internet, falta de material de estudo na biblioteca e alegados abusos por parte de professores.

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O governo acusa de actos de vandalismo a associação académica dos estudantes da Universidade Pública de São Tomé e Príncipe, os membros dessa entidade devendo a seu ver "responsabilizados". Neste sentido, a Reitoria da universidade apresentou queixa contra os líderes do bloqueio, nomeadamente Dydysirley Viegas, presidente da associação de estudantes, considerando que o bloqueio vigente desde o começo da semana "não é uma greve", mas sim "uma insubordinação", um "assalto a uma instituição pública".

Ao relatar que os protagonistas do bloqueio "destruíram 18 portas" de salas de aulas, Aires Bruzaca, Reitor da Universidade Pública de São Tomé e Príncipe, argumenta que o bloqueio não se centra nas reivindicações de higiene, internet e material de estudo, mas sim na exigência de rescindir o contrato de um dos professores ligados à instituição.

O Reitor da universidade relata que após ter recebido no final do ano passado o grupo de estudantes que apresentava reclamações contra o referido professor, averiguou a situação e chegou à conclusão de que as acusações eram infundadas. Aires Bruzaca refere que tentou explicar aos estudantes que "não poderia actuar através de factos subjectivos", que eles "teriam que apresentar provas objectivas de que esse professor não servia" e que, por seu turno, os alunos em questão "recusaram qualquer tipo de alternativas apresentadas na altura".

Considerando que "a partir daí estava finalizada qualquer possibilidade de negociação", o Reitor da universidade desmente as acusações enunciadas pela associação académica dos estudantes, dando conta de esforços envidados para garantir a higiene, ligação à internet e melhorias de condições na instituição, apesar "dos poucos meios de que dispõe".

Ao reconhecer que a situação na universidade ainda não está normalizada, Aires Bruzaca refere que os protagonistas do bloqueio "têm amedrontado os estudantes para não aparecerem, eles entram nas salas de aulas e vão lá perturbar e correr com os alunos. "Naturalmente que as pessoas têm receio e é por isso que não têm estado a aparecer". Para concluir, o Reitor da USTP acrescenta que tem "estado a apelar às autoridades para tomarem medidas a sério. Não é o corpo reitoral que vai resolver problemas a esse nível".

 

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