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São Tomé e Príncipe

ADI perde maioria absoluta

Alberto Pereira, presidente da CEN, durante a divulgação dos resultados preliminares das eleições de ontem.
Alberto Pereira, presidente da CEN, durante a divulgação dos resultados preliminares das eleições de ontem. Liliana Henriques / RFI

A Comissão Eleitoral Nacional (CEN) de São Tomé e Príncipe divulgou no começo desta tarde os resultados provisórios das eleições legislativas, autárquicas e regionais no Príncipe deste domingo, um processo em que a ADI no poder, acabou por perder a sua maioria absoluta.

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Nestas eleições em que, de acordo com a CEN, se contabilizou uma taxa record de participação de 80,65%, ADI obteve 25 mandatos sobe um total de 55 assentos, o MLSTP 23 assentos parlamentares, a coligação UDD-PCD-MDFM 5 mandatos, o Movimento de Cidadãos Independentes de São Tomé e Príncipe tendo elegido dois deputados pelo distrito de Caué, no sul do país, dados que “são provisórios” sublinhou o Presidente da CEN, Alberto Pereira, ao indicar que precisam ainda passar pelo crivo das comissões distritais.

Logo durante a noite deste domingo, cada partido começou a divulgar as suas próprias estimativas, a ADI, no poder, tendo considerado ter condições de continuar no poder juntando-se com os dois deputados Movimento de Cidadãos Independentes. Esta manhã em conferência de imprensa, o candidato a um segundo mandato na chefia do governo, Patrice Trovoada, admitiu que o seu partido teve “um mau resultado” e que "perdeu a maioria absoluta" mas considerou ter a possibilidade de formar um governo.

Por seu turno, o MLSTP que já ontem à noite assumia ter conseguido condições para formar um governo, confirmou em conferência de imprensa conjunta do seu líder, Jorge Bom Jesus, com o líder da coligação UDD-PCD-MDFM, Arlindo Carvalho, estar a explorar a pista de um acordo com vista à formação de um governo. Ao reivindicar a “vitória da oposição”, Jorge Bom Jesus falou em "maioria confortável de pelo menos 28 assentos parlamentares".

No mesmo sentido, durante esta comunicação, Arlindo Carvalho, líder do UDD-PCD-MDFM, declarou que a sua coligação "está aberta para a formação de um governo estável”, referindo ainda que “é nesta base de diálogo que vão continuar os seus trabalhos”.

Refira-se entretanto que na ilha do Príncipe, a União para a Mudança e Progresso do Príncipe (UMPP) de Tó Zé Cassandra, no poder há doze anos, contabilizou 5 deputados, ou seja um assento suplementar no parlamento regional, face aos verdes com 2 assentos parlamentares. O presidente cessante daquela região autónoma alcançou deste modo um quarto mandato numa posição confortável.

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