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São Tomé e Príncipe

São Tomé: Bom Jesus responde ao Presidente da República

Jorge Bom Jesus, Primeiro-ministro são-tomense
Jorge Bom Jesus, Primeiro-ministro são-tomense Facebook MLSTP PSD

O Primeiro-ministro são-tomense deu conta da sua surpresa perante a última comunicação do Presidente da República que, na passada Terça-feira, manifestou o seu desagrado relativamente a decisões tomadas pelo governo, nomeadamente a demissão e substituição do anterior governador do Banco Central, ou ainda a cessação de missão de vários embaixadores que qualificou de "precipitada". Perante esta situação que classificou de "tentativa de subversão da ordem constitucional", o chefe de Estado anunciou que iria convocar "a breve trecho" os Conselhos de Estado e Superior da Defesa.

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Ao rejeitar categoricamente as acusações de Evaristo Carvalho, o chefe do governo considerou que o posicionamento do Presidente era "alarmista" e que não existem motivos para dramatizações. Ao declarar que as instituições funcionam regularmente e que não se está a assistir a nenhuma crise, Jorge Bom Jesus apontou um dedo acusador ao anterior governo e considerou que as críticas do Presidente são a "única saída para encobrir actos e responsabilidades de dirigentes que usam indevidamente o erário público, aumentando a sua riqueza pessoal enquanto o povo continua na miséria".

Relativamente aos últimos acontecimentos que culminaram na detenção do ex-ministro das Finanças, Américo Ramos sob a acusação de corrupção, o chefe do governo referiu que o executivo aguarda serenamente o desfecho dos  processos e sublinhou que as alegadas falhas de procedimento deverão ser saneadas em sede própria. "O Governo que tenho a honra de chefiar tem pautado a sua actuação no respeito escrupuloso dos princípios de separação de poderes, da interdependência das instituições, das garantias e liberdades fundamentais e das demais regras que sustentam o Estado de Direito democrático", declarou Bom Jesus.

Ao lamentar que o Orçamento Geral de Estado 2019, aprovado na globalidade pelo parlamento em 02 de Abril, não tenha sido até ao momento promulgado pelo Presidente da República, Jorge Bom Jesus garantiu que o seu governo vai continuar "a luta pela rápida recuperação económica e financeira do país, pela unidade e coesão social e pela recuperação da dignidade de todos os são-tomenses".
Mais pormenores com Maximino Carlos.

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