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São Tomé e Príncipe

Conselho de Estado afasta cenário de crise política em São Tomé

O antigo Presidente Manuel Pinto da Costa, porta-voz do Conselho de Estado
O antigo Presidente Manuel Pinto da Costa, porta-voz do Conselho de Estado SAMIR TOUNSI / AFP

O Presidente da República de São Tomé e Príncipe, Evaristo Carvalho, esteve reunido hoje pela primeira vez desde o começo do seu mandato em 2016 com o Conselho de Estado, órgão consultivo do Chefe de Estado, composto nomeadamente pelo presidente do Parlamento, o chefe do governo, o presidente do Tribunal constitucional, o Procurador-geral da República bem como antigos Presidentes da República.

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Durante esta reunião de quatro horas cuja convocatória não mencionava os temas que iriam ser discutidos, foi abordado o clima político reinante no país marcado por recentes fricções a nível institucional entre o Presidente da República e o Primeiro-Ministro. À saída do encontro, o porta-voz do Conselho de Estado, o antigo Presidente Manuel Pinto da Costa indicou que estava "fora de qualquer hipótese a queda do Governo" e referiu que o Conselho de Estado incitou o Presidente a promover o "diálogo e o consenso".

As diferenças de pontos de vista entre o Presidente da República e o seu Primeiro-ministro levaram Evaristo Carvalho a anunciar há cerca de dois meses a sua intenção de convocar o Conselho de Estado e o Conselho Superior de Defesa por considerar que Jorge Bom Jesus, na chefia do governo desde o fim do ano passado, estava a praticar uma "sistemática e premeditada tentativa de subversão da ordem constitucional" através de uma "manifesta deslealdade institucional e falta de coordenação no seio da equipa governamental, quer por omissão de informação, quer pela prática de actos à revelia de uma concertação". Estas acusações foram logo naquela altura desmentidas pelo governo liderado por Jorge Bom Jesus.

Neste sentido, no âmbito do encontro mantido hoje entre o Presidente da República e o Conselho de Estado, o antigo Presidente Manuel Pinto da Costa referiu ter proposto que Evaristo Carvalho convoque todos os partidos políticos e a sociedade para um "fórum de diálogo". Ao considerar que a reunião se "desenrolou num clima muito saudável", o antecessor do actual chefe de Estado referiu que os conselheiros admitiram que "as pessoas perderam confiança no país e nos dirigentes" e que é preciso "um sentimento de amizade e solidariedade". Manuel Pinto da Costa concluiu ainda que "o Presidente da República deve jogar um papel no sentido de congregar todas essas forças para começarmos a ter outra vez confiança em São Tomé e Príncipe".

Mais pormenores com Maximino Carlos.

Maximino Carlos, correspondente da RFI em São Tomé e Príncipe

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