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São Tomé e Príncipe

São Tomé anuncia fim do ciclo dos geradores em benefício de energias renováveis

Painel solar
Painel solar DR / Flickr

São Tomé e Príncipe assinou um contrato para a aquisição dos últimos 6 geradores, destinados a mitigar a crise energética que o país vive, mas segundo o ministro de tutela Osvaldo Abreu o "próximo passo é maior proporção de energia renovável".

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Para mitigar a grave crise energética que São tomé e Príncipe vive e os frequentes apagões, a EMAE - Empresa de Água e Electricidade rubricou esta terça-feira (20/08) um contrato com o Centro Industrial Electromecânico - CIEM - (empresa são-tomense que representa a marca Caterpillar)  para a compra de 6 geradores.

Financiados no valor de 4,5 milhões de dólares pelo consórcio petrolífero formado pelas empresas norte-americana Kosmos Energy e britânica BP, no quadro da resposabilidade social e contrapartidas inscritas no acordo de partilha de produção de um dos blocos petrolíferos em fase de prospecção na zona Económiuca Exclusiva do país.

Destes 6 geradores, 5 com capacidade total de 9 megawatts serão instalados na central térmica do Santo Amaro, em São Tomé e uma unidade de 720 kilowatts destina-se à central térmica do ilha do Príncipe.

Osvaldo Abreu, ministro são-tomense dos Recursos Naturais e Ambiente afirmou que se tratou de uma "aquisição de emergência, devido ao estado obsoleto em que se encontram algumas centrais".

Angola mantém o compromisso de fornecimento de combustível a São Tomé e Príncipe, garantia reiterada ao primeiro-ministro são-tomense Jorge Bom Jesus, durante a sua visita de 24 horas a Luanda, que termina esta sexta-feira (23/08).

Para encontrar outras alternativas à energia térmica produzida à base de gasóleo, o executivo são-tomense quer apostar em fontes de energia renováveis, como centrais fotovoltaicas ou mini centrais hídricas, mas também e com o apoio da Guiné Equatorial para a instalação de infraestruturas de enchimento de gás, essencialmente para uso doméstico.

Será instalada uma central fotovoltaica na região autónoma do Príncipe, garantiu Osvaldo Abreu, ministro são-tomense dos Recursos Naturais e Ambiente, que se mostra firme na aposta em energias renováveis.

Osvaldo Abreu defende que "com os trabalhos que estão já sendo feitos nas mini-hídricas de Guégue e Agostinho Neto e os projectos que estão sendo analisados neste momento nos sectores competentes, para instalação dos primeiras centrais fotovoltaicas no nosso país" o arquipélago faz uma clara opção pelas energias limpas.

Estas duas mini centrais hídricas, foram construídas na era colonial, quando quase todas as roças possuiam energia hídrica, infraestruturas que foram abandonadas sobretudo a partir de 1991 com a privatização das roças.

O ministro anunciou ainda que o país está aberto para a entrada de produtores independentes no ramo da produção de energias renováveis.

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