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Tunísia: um agente da Guarda Nacional é morto em ataque terrorista

Policiais patrulham a praia em Sousse, na Tunísia, após ataque ocorrido em 26 de junho de 2019.
Policiais patrulham a praia em Sousse, na Tunísia, após ataque ocorrido em 26 de junho de 2019. REUTERS/Zohra Bensemra
Texto por: RFI
3 min

Um membro da Guarda Nacional da Tunísia foi morto na manhã deste domingo (6) em um resort à beira-mar, no leste do país, em um ataque classificado como "terrorista". Os três agressores foram mortos a tiros.

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“Uma patrulha de dois agentes da Guarda Nacional foi vítima de um ataque com faca em Sousse. Um deles caiu como mártir e o outro, ferido, está hospitalizado”, informou o porta-voz da instituição, Houcem Eddine Jebabli.

Após o ataque, as forças de segurança perseguiram os agressores, que roubaram uma viatura policial e apreenderam as pistolas das vítimas. "Em uma troca de tiros, os três terroristas foram mortos", afirmou Jebabli.

O ataque e a perseguição aos terroristas ocorreram em Akouda, na zona turística de El Kantaoui, informou a mesma fonte, acrescentando que o carro e as armas foram recuperados.

O presidente Kais Saied visitou o local do ataque. “A polícia técnica deve identificar quem está por trás desses agressores e saber se eles realizaram esta operação individualmente ou em nome de uma organização”, disse Saied.

Ascensão do movimento jihadista

O ataque deste domingo traz à lembrança a série de atentados suicidas que ocorreram na Tunísia após a revolução de 2011. A cidade de Sousse, em particular, já havia sido palco de um atentado jihadista, em 2015.

O último ataque deste tipo ocorreu em 6 de março. Um policial foi morto e cinco outros ficaram feridos, assim como um civil, em um duplo atentado suicida contra as forças de segurança que protegiam a Embaixada dos Estados Unidos, em Túnis.

Após a queda da ditadura, em 2011, a Tunísia testemunha um crescimento do movimento jihadista, responsável pela morte de dezenas de soldados e policiais, mas também de muitos civis e 59 turistas estrangeiros, em 2015.

Em setembro de 2012, a embaixada americana já havia sido agredida por manifestantes, principalmente do movimento salafista, que pretendiam protestar contra um filme considerado islamofóbico feito nos Estados Unidos. Quatro pessoas morreram e dezenas ficaram feridas em confrontos violentos entre a polícia e os manifestantes.

A situação de segurança, no entanto, havia melhorado significativamente nos últimos três anos. Mas os ataques contra as forças de segurança ainda ocorrem, especialmente nas cadeias de montanhas que fazem fronteira com a Argélia e, ocasionalmente, em Túnis.

No final de junho de 2019, um duplo ataque suicida reivindicado pelo grupo Estado Islâmico (EI) tinha como alvo policiais no centro de Túnis e na frente de um quartel e matou um policial.

(Com informações da AFP)

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