Moçambique

Mais de 100 pessoas começaram a ser julgadas em Moçambique

Patrulha do exército moçambicano em Maputo.
Patrulha do exército moçambicano em Maputo. Reuters

As autoridades judiciais moçambicanas iniciaram em processos sumários os julgamentos de mais de cem pessoas, detidas na sequência dos violentos protestos de 1 e 2 de Setembro, nas cidades de Maputo e Matola contra a subida do custo de vida.

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A informação foi avançada por José Mandra, Vice Ministro do interior de Moçambique: “Os tribunais não tiveram mãos a medir. Há casos de condenações e outros em que se chega à conclusão de que são inocentes. O processo segue os seus trâmites normais e veremos qual será o seu desfecho.”

No que concerne à diferenciação entre autor material e autor moral, o vice ministro esclarece: “o autor material é aquele que praticou o facto que resultou na danificação que se constatou no terreno e autor moral é o mandante”. E acrescenta que até ao momento ainda não foram detidos quaisquer autores morais das manifestações que tiveram lugar no início do mês.

Entretanto, a Liga dos Direitos Humanos de Moçambique acusa a polícia de ter abusado da força para reprimir os manifestantes e acusa o governo de ocultar o número real de vítimas da violência urbana. De acordo com dados oficiais, nas manifestações, morreram 14 pessoas, contudo fontes clínicas elevam esse número para 18 vítimas mortais. Desta feita a Liga dos Direitos Humanos moçambicana exige um inquérito à conduta das autoridades.

Com a colaboraçõo de Orfeu Lisboa, correspondente em Maputo

José Mandra, Vice Ministro do Interior de Moçambique

 

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