GUINÉ-BISSAU

Na Guiné-Bissau PAIGC assinalou aniversário da sua fundação

Miguel Martins

A 19 de Setembro de 1956 era fundado o PAIGC. O partido histórico de Amilcar Cabral, pai dos nacionalismos guineense e cabo-verdiano, foi assinalado neste domingo pelo movimento em Bissau. Mais de meio século após a sua fundação o PAIGC, um dos mais antigos partidos africanos, continua a dominar o xadrez político da Guiné-Bissau.

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A efeméride foi assinalada em Bissau pelo PAIGC, Partido africano para a independência da Guiné e Cabo Verde, com palestras alusivas.

Um dos principais legados do movimento confunde-se com a conquista da independência na sequência da luta de libertação desencadeada pelo partido em 1963 contra o poder colonial português.

Cinco décadas volvidas o PAIGC continua a dominar a vida política guineense.

O golpe de Estado de "Nino" Vieira em 1981 contra Luís Cabral, o meio irmão do carismático líder guineense, pôs cobro ao sonho da unidade com Cabo Verde.

Neste arquipélago o PAICV, Partido africano para a independência de Cabo Verde, que saíu desta ruptura está de novo no poder.

Aristides Pereira, um dos fundadores do PAIGC, e primeiro presidente do arquipélago foi aliás homenageado neste domingo na Amadora, arredores da capital portuguesa.

Lúcio Rodrigues, deputado do PAIGC e membro do bureau político, entrevistado por Neidy Ribeiro, fez o balanço da vida deste movimento ao longo das décadas, alegando que houve precipitação na realização das primeiras eleições multipartidárias.

 

Lúcio Rodrigues

 

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