Moçambique

Cerimónias do Dia da Paz em Moçambique marcadas por apelos à justiça social

Inhambane
Inhambane M: Martins

As cerimónias centrais dos 18 anos do Dia da Paz foram encabeçadas pela presidente da Assembleia da República de Moçambique. Verónica Macamo apontou a justiça social como um pilar fundamental para a manutenção da paz no país.

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Nas palavras da presidente do parlamento, a manutenção da paz deve estar associada à melhoria das condições de vida da população. Por isso, de acordo com a governante, os esforços dos moçambicanos devem concentrar-se no combate à pobreza para a criação do bem-estar, da tolerância, da amizade e da solidariedade.

Verónica Macamo aproveitou, ainda, o momento para fazer um apelo à população. Pediu para juntarem as mãos nos sacrifícios necessários para se ultrapassar esta fase delicada e difícil do país. Palavras da presidente da Assembleia da República que se prendem com as graves tensões sociais que Moçambique atravessa.

Joaquim Chissano, antigo presidente de Moçambique e um dos signatários, em Roma, dos Acordos Gerais de Paz, marcou presença nas cerimónias desta segunda-feira e falou na paz como uma construção permanente. Quem, mais uma vez, faltou ao evento foi Afonso Dhlakama, líder da oposição e também signatário do Acordo Geral de Paz.

Recorde-se que a 4 de Outubro de 1992, a Frelimo e o ex-movimento da Renamo assinaram na Comunidade de Sant’Egídio o Acordo Geral de Paz. Um contrato que pôs um ponto final aos 16 anos de guerra civil entre as duas fações.

Agora aos 18 anos, a paz moçambicana atinge a maioridade mas a fazer-lhe sobra tem a instabilidade social do país.
 

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