Guioné-Bissau

Presidente Malam Bacai Sanhá apela ao respeito da justiça

Da esquerda para direita: Joseph Mutaboba, representante do secretário-geral da ONU na Guiné-Bissau e Presidente Malam Bacai Sanhá.
Da esquerda para direita: Joseph Mutaboba, representante do secretário-geral da ONU na Guiné-Bissau e Presidente Malam Bacai Sanhá. UN Photo/Ky Chung- UN Photo/Evan Schneider

Presidente Malam Bacai Sanhá, pediu à CEDEAO para ajudar a Guiné-Bissau a relançar a reforma do sector de defesa e segurança e o representante de Ban Ki Moon neste país, Joseph Mutaboba, afirma que a ONU está disposta a mobilizar apoios para tal, se o pedido das autoridades guineenses for claro.

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Na abertura ontem em Bissau do primeiro Fórum Nacional de Justiça, organizado pelo Ministério da Justiça e as Nações Unidas, o Presidente Malam Bacai Sanhà afirmou que só haverá paz e reconciliação na Guiné-Bissau, se o sector da justiça funcionar e for respeitado por todos.

O primeiro ministro Carlos Gomes Júnior vai nesta quarta-feira (6/10/2010) encerrar este I Fórum Nacional de Justiça, durante o qual a coordenadora residente do sistema das Nações Unidas na Guiné-Bissau, Giuseppina Mazza, afirmou que o problema do acesso à justiça neste país não se resume à deficiência de capacidades humanas e institucionais, mas à cultura da impunidade.

Abdurahamane Turé, correspondente da RFI em Bissau/Presidente Malam Bacai Sanhá

 A reforma do sector da justiça e das forças de defesa e segurança da Guiné-Bissau, tem sido considerada fundamental para a estabilidade no país e vem condicionando a ajuda dos parceiros internacionais.

A ONU está disposta a mobilizar apoios para o envio de uma missão de estabilização para a Guiné-Bissau, “mas é preciso que as autoridades guineenses tenham uma posição clara nesse sentido”, afirmou ontem o representante do secretário-geral da ONU neste país, à saída de um encontro com o primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior.

O diplomata ruandês Joseph Mutaboba, regressou a Bissau depois de um périplo por vários países europeus, para pedir apoio para a reforma do sector da defesa e segurança na Guiné-Bissau.

A União Europeia suspendeu a sua missão de apoio à reforma da polícia, justiça e exército guineenses, na sequência do golpe militar de 1 de Abril e da detenção (até hoje e sem julgamento), do Chefe de Estado Maior General das Forças Armadas, almirante José Zamora Induta, e sua substituição pelo autor do golpe e seu adjunto, António Indjai, entretanto promovido a tenente-coronel.

 

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