São Tomé e Príncipe / Nigéria

São Tomé e Príncipe, petróleo, gás e finanças

Plataforma petrolífera
Plataforma petrolífera AFP PHOTO / Alfredo Estrella

 Terminou nesta quarta-feira (24/11/2010) na capital são-tomense a décima quarta conferência internacional sobre petróleo, gás, minas e finanças, organizada sob a égide da Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento, CNUCED.

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A conferência foi um sucesso, apesar de algumas dificuldades inerentes à organização de um evento desta natureza, afirmou Luís dos Prazeres, director executivo da Agência Nacional de Petróleos de São Tomé e Príncipe e nela participaram cerca de 200 delegados, entre os quais os ministros do petróleo de Angola, Gabão, Benin, bem como o ministro da geologia e minas da Guiné-Conacry.

São Tomé e Príncipe ainda não é um país produtor de petróleo, embora os seus dividendos já causem bastante celeuma no país. As autoridades são-tomenses pretendem investir na formação de quadros, e envolver o empresariado nacional na prestação de serviços ao sector petrolífero, como afirmou a Miguel Martins, o director executivo da ANP, para quem o facto de o arquipélago ter organizado pela primeira vez este evento, considerado como um dos mais importantes no continente africano no domínio da indústria extractiva, é só por si jà positivo.

Luís dos Prazeres, director executivo da Agência Nacional de Petróleos de São Tomé e Príncipe

A Agência Nacional de Petróleos de São Tomé e Príncipe, anunciou à margem desta conferência ter recebido 6 propostas de exploração, no primeiro leilão de 7 blocos de petróleo situados na sua Zona Económica Exclusiva, vindas essencialmente de Angola e da Nigéria. A sua adjudicação poderá abrir já na próxima semana, segundo Luís dos Prazeres.

Á margem dos trabalhos da conferência, o director adjunto da Autoridade Conjunta São Tomé e Príncipe/Nigéria Olegário Tiny e Thierry Bourgeois, vice-presidente da Total na Nigéria, anunciaram que a companhia petrolífera norte-americana Chevron/Texaco, transferiu para a francesa Total, os seus direitos de exploração do Bloco 1, situado na Zona de Desenvolvimento Conjunta Sao Tomé e Príncipe/Nigéria.

A Chevron/Texaco ganhou o leilão referente a este bloco, pelo qual pagou às autoridades são-tomenses e nigerianas 123 milhões de dólares, mas em 2006 após a realização do primeiro furo, a empresa concluiu que a quantidade de petróleo encontrado, não justificava a sua exploração comercial.
A Total, que explora outro furo a cerca de 30 kms do Bloco 1, espera que os trabalhos de prospecção connfirmem as expectativas e que os recursos petrolíferos serão suficientes, para justificar os investimentos. A exploração do Bloco 1 poderia começar dentro de 2 ou 3 anos, afirmou Thierry Bourgeois.

 

 

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