Costa do Marfim

Violência marca fim da campanha na Costa do Marfim

Laurent Gbagbo e Alassane Ouattara
Laurent Gbagbo e Alassane Ouattara Montage RFI / Pierre Moussart

O atual chefe de Estado, Laurent Gbagbo, e o ex-primeiro-ministro, Alassane Ouattara, são os protagonistas da segunda volta das eleições presidenciais na Costa do Marfim. O sufrágio tem lugar este domingo e pretende pôr fim a mais de uma década de violência.

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Cerca de 5,7 milhões de eleitores devem ir às urnas este domingo para eleger o novo presidente do país. Na corrida eleitoral está o atual chefe de Estado, Laurent Gbagbo, e o ex-primeiro ministro, Allassane Ouatarra. Dois nomes fortes de Abidjan que nesta luta pela cadeira do poder passaram a campanha eleitoral a acusarem-se mutuamente de todos os males que atingem o país.

E enquanto os líderes trocam acusações, nas ruas, os seus apoiantes são protagonistas de atos de violência. Esta sexta-feira, em Abidjan, depois dos candidatos queimarem os últimos cartuchos para convencerem o eleitorado, várias foram as situações de violência que se registaram.

As eleições devem servir para enterrar uma década de golpes de Estado e de violência. Mas o clima de instabilidade e de tensão faz aumentar o descrédito no ato eleitoral. Acresce-se, ainda, que ambos os candidatos, em direto num debate televisivo, prometeram respeitar o resultado da votação, promessa que levanta sérias dúvidas na opinião pública.

Sobre o assunto, a RFI falou com Rui Landim, analista guineense.

Rui Landim, analista guineense

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