Moçambique

«Novo ano, velhos desafios» dizem sindicalistas de Moçambique

Maputo, capital moçambicana
Maputo, capital moçambicana

"Novo ano, velhos desafios" diz a Organização dos Trabalhadores de Moçambique - Central Sindical. Os sindicalistas defendem a prioridade na contratação de mão-de-obra nacional e pedem um aumento salarial acima dos 10%.

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"Novo ano, velhos desafios" diz a Organização dos Trabalhadores de Moçambique - Central Sindical (OTM-CS). Por isso mesmo, continua a defender que o país só pode contratar mão-de-obra estrangeira especializada em áreas em que não possui profissionais nacionais.

Alexandre Munguambe, Secretário-Geral da OTM-CS, diz que o princípio da prioridade na contratação de mão-de-obra nacional tem vindo a ser, muitas vezes, violado pela entidade patronal. Além de chegar a ignorar a Lei Laboral vigente no país.

O sindicalista recusa a ideia de que Moçambique é um refúgio para desempregados de outras nações. Contudo, atualmente nota-se uma tendência crescente de precarização do emprego, através do estabelecimento de contratos de curta duração para atividades de caráter permanente.

A OTM-CS vai mais longe na defesa dos interesses dos trabalhadores e exige um incremento do salário nacional acima dos 10%. Uma proposta que vai ser submetida nas próximas negociações com o Governo e com os empregadores. Trata-se do reajustamento do salário mínimo nacional, nos dez setores de atividades. No setor público o ordenado mínimo nacional varia entre 35 a 64 euros.

Com a colaboração do nosso correspondente em Maputo, Orfeu Lisboa

Alexandre Munguambe, Secretário-Geral da Organização dos Trabalhadores de Moçambique

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