Moçambique

Professor de Moçambique analisa relações interculturais

Afonso Vaz Vassoa, professor na Universidade Eduardo Mondlane
Afonso Vaz Vassoa, professor na Universidade Eduardo Mondlane Orfeu Lisboa

Afonso Vaz Vassoa, professor na Universidade Eduardo Mondlane, em Moçambique, defende que "é preciso criar políticas claras, que facilitem a integração económica e social no seio dos povos africanos". Uma ideia que é explicada na obra Comunicação Social e relações interculturais. 

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Na obra Comunicação social e relações interculturais, desafios e oportunidades da África contemporânea, o autor, Afonso Vaz Vassoa, chama a atenção de governantes e lideres para a necessidade de criação de políticas claras, que facilitem a integração económica e social no seio dos povos africanos.

Vassoa defende que num continente onde a livre circulação de bens e pessoas já é quase uma realidade, uma dessas políticas "claras que facilitem a integração" prende-se com a integração cultural. O escritor considera que é um instrumento basilar para a construção de boas relações públicas e internacionais.

Afonso Vaz Vassou, professor na Universidade Eduardo Mondlane

Afonso Vaz Vassoa sublinha, também, a necessidade de criação de meios para a divulgação dos hábitos e costumes dos povos africanos. Uma medida que visa inverter a tendência do continente negro que é, essencialmente, consumidor de culturas estrangeiras, com destaque para as culturas ocidentais.

Ao longo de 320 páginas, o docente da Universidade Eduardo Mondlane, evidencia que: se o cruzamento das pessoas que andam de um lado para o outro não for preparado, do ponto de vista do conhecimento mútuo, pode haver conflitos de ordem cultural.

Capa do livro "Comunicação social e relações interculturais"
Capa do livro "Comunicação social e relações interculturais" Orfeu Lisboa

Afonso Vaz Vassoa é docente na Universidade Eduardo Mondlane, a primeira e a mais antiga instituição de ensino superior em Moçambique, onde trabalha desde 1984. Licenciado em Comunicação Social pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, no Brasil, defende que as relações interculturais podem ser pacíficas e podem contribuir para o progresso integrado e sustentável do continente africano.

 

 

 

Com a colaboração do nosso correspondente em Maputo, Orfeu Lisboa.
 

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