Guiné-Bissau

Delegação do FMI desloca-se à Guiné-Bissau

Paulo Drummond, chefe da missão do FMI para a Guiné-Bissau e José Mário Vaz, Ministro das Finanças da Guiné-Bissau
Paulo Drummond, chefe da missão do FMI para a Guiné-Bissau e José Mário Vaz, Ministro das Finanças da Guiné-Bissau Salvador Gomes

Até sexta-feira a Guiné-Bissau acolhe uma delegação do Fundo Monetário Internacional. Trata-se da primeira deslocação depois de ter anunciado um alívio da dívida externa do país em mais de mil milhões de dólares.

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Desde segunda-feira que uma delegação do Fundo Monetário Internacional (FMI) se encontra na Guiné-Bissau. Trata-se da primeira deslocação depois de, em Dezembro, ter anunciado um alívio da dívida externa do país em mais de mil milhões de dólares.

Durante a sua estada em Bissau a delegação do FMI tem encontros marcados com as autoridades do país, entre esses, uma reunião com Helena Embaló, Ministra da Economia. Em cima da mesa, estão temas como a política macroeconómica guineense, o acordo de cooperação com Angola e com outros parceiros, bem como o processo de formulação do segundo Documento de Estratégia Nacional de Redução da Pobreza (DENARP II).

A delegação do FMI é chefiada por Paulo Drummond que, nos últimos cinco anos, tem seguido de perto a débil situação macroeconómica da Guiné-Bissau. No início desta missão, Paulo Drummond, alertou os governantes guineenses de que o perdão da divida em cerca de 80% não resolve os problemas macroeconómicos do país. É preciso continuar e aprofundar as reformas económicas, consolidar as contas públicas e promover o crescimento económico sustentado.

Paulo Drummond, chefe da missão do FMI para a Guiné-Bissau

José Mário Vaz, Ministro das Finanças da Guiné-Bissau, corrobora com as declarações do chefe de missão e acrescenta que a consolidação dos ganhos do perdão da dívida passa por uma disciplina rigorosa na gestão do dinheiro público. Logo, pela execução criteriosa do Orçamento Geral do Estado.

José Mário Vaz, Ministro das Finanças da Guiné-Bissau

A missão do FMI já se encontrou com o responsável e com técnicos do Ministério das Finanças e empregadores e representantes das organizações da sociedade civil. A delegação termina os contactos na sexta-feira.

Com a colaboração do nosso correspondente em Bissau, Mussa Baldé.

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