Moçambique

Cadáveres de imigrantes ilegais descobertos em Cabo Delgado

Costa moçambicana
Costa moçambicana Flickr/ Stig Nygaard

Descobertos 11 corpos de cidadãos de origem somali e etíope, enterrados no distrito costeiro de Palma, no norte de Moçambique, 12 outros cidadãos etíopes que atingiram a praia a nado foram detidos e 33 somalis indocumentados foram presos em Manica.

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A polícia moçambicana confirmou a descoberta de 11 cadáveres de candidatos à imigração clandestina oriundos da Somália e Etiópia, que teriam morrido afogados ao largo do distrito de Palma, na província de Cabo Delgado, no norte do país, perto da fronteira com a Tanzânia.

Pedro Cossa, porta-voz do comando Geral da Polícia da República de Moçambique, afirmou que estão presos 12 outros cidadãos originários da Etiópia, transportados na mesma embarcação, ainda não identificada, que após terem sido lançados no alto mar, conseguiram atingir a praia a nado.
As informações fornecidas por estes detidos, permitiram localizar os corpos.

Devido à vulnerabilidade das fronteiras terrestres e marítimas e à corrupção de funcionários públicos, Moçambique está entre os principais destinos e rotas de trânsito de imigrantes ilegais, sobretudo provenientes das regiões dos Grandes Lagos e do Corno de África. 

Orfeu Lisboa, correspondente da RFI em Maputo ouviu Malva Brito, porta-voz da PRM em Cabo Delgado

Em Manica e Tete, no centro de Moçambique, foram presos na semana passada em 4 grupos diferentes, 33 imigrantes ilegais, de origem somali, com idades compreendidas entre os 18 e os 30 anos. Todos fugiram do Centro de Refugiados de Maretane, em Nampula, no norte do país, alegando a falta de condições para a sua sobreviência e pretendiam atravessar a fronteira rumo à África do Sul e Zimbabué.

 

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