Moçambique

63 cidadãos detidos com vistos falsos em Moçambique

Aeroporto Internacional de Maputo, Moçambique
Aeroporto Internacional de Maputo, Moçambique James and Alex BonTempo

63 indivíduos, a maioria do de bengalis, foram detidos no Aeroporto Internacional de Maputo, em Moçambique, por posse de vistos falsos. Os cidadãos encontram-se, agora, sob custódia policial até serem repatriados.

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As autoridades migratórias moçambicanas detiveram, esta terça-feira, no Aeroporto Internacional de Maputo, 63 indivíduos, a maioria de nacionalidade bengali, por posse de vistos falsos de entrada no país. Os cidadãos chegaram ao país num voo da companhia aérea Ethiopian Airlines, que transportava cerca de 200 passageiros.

Na altura do processo de despacho migratório, foi detetada a irregularidade nos vistos destas 63 pessoas. As autoridades moçambicanas tentaram, logo após a detenção dos passageiros, devolvê-los ao avião, mas sem sucesso. A transportadora aérea recusou-se a colaborar com o processo e distanciou-se de qualquer envolvimento no transporte ilegal de asiáticos para Moçambique.

Os 63 bengalis que, supostamente, procuram oportunidades de negócio em Moçambique, encontram-se numa esquadra da polícia em Maputo enquanto aguardam pelo repatriamento.

A imigração ilegal é uma situação que está a preocupar as autoridades governamentais moçambicanas. A este propósito, ao executivo já foi pedido o encerramento do Centro de Refugiados de Maretane, localizado na província nortenha de Nampula, que é o principal ponto de concentração dos imigrantes.

José Mandra, vice-ministro moçambicano do Interior

O fenómeno da imigração ilegal e a entrada de pessoas com vistos falsos ganhou contornos alarmantes desde que a companhia aérea da Etiópia, começou a operar no espaço aéreo moçambicano. Quem o diz são as autoridades de migração do país, apelam ao governo uma atitude mais rigorosa na emissão de vistos a cidadãos asiáticos, uma vez que, muitos deles, até são portadores de vistos verdadeiros emitidos em países como Macau, Dubai, Quénia e Tanzânia.

Com a colaboração do nosso correspondente em Maputo, Orfeu Lisboa

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