Moçambique em alerta vermelho

Cidade de Tete, "Monumento de Tete", antiga casa de bomba de água, na margem do rio Zambeze
Cidade de Tete, "Monumento de Tete", antiga casa de bomba de água, na margem do rio Zambeze Flickr/ David Ker

O Governo moçambicano decretou ontem o Alerta Vermelho Institucional, que dá poderes às instituições do Estado para retirar compulsivamente populações residentes em zonas de risco de inundações, devido às cheias que se registam no país.

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Em conferência de imprensa que se seguiu à sessão semanal do Conselho de Ministros, o porta-voz deste órgão, Alberto Nkutumula, sublinhou que “a retirada compulsiva passa a ser um recurso, a partir do momento em que é declarado o Alerta Vermelho Institucional”.

Segundo Alberto Nkutumula, o Conselho de Ministros teve de decretar o Alerta Vermelho Institucional, porque estão previstas novas inundações devido à contínua queda de chuvas, acima do normal durante os próximos 60 dias.

“No sul houve chuvas acima do normal de 1 a 20 deste mês e estão previstas chuvas acima do normal nos próximos 60 dias no sul e centro do país. Se continuar assim, haverá inundações”, enfatizou o porta-voz do Conselho de Ministros.

Para prevenir vítimas humanas e danos materiais, o Governo decidiu que as instituições vocacionadas para as calamidades naturais no país passem a dedicar-se ao acompanhamento da situação, reunindo-se duas vezes por dia para avaliar o quadro provocado pelas intempéries.

Alberto Nkutumula disse que as autoridades ainda não têm uma estimativa do número de pessoas que será retirado das áreas de risco nem de eventuais vítimas, mas a imprensa já fala da ocorrência de três óbitos em Nampula (que as autoridades desmentem) e de mais de 10 mil pessoas afetadas pelas calamidades naturais.

O diretor geral adjunto do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC), Casimiro Abreu, disse segunda-feira à Lusa que três distritos do centro de Moçambique encontram-se isolados e dezenas de estradas estão intransitáveis, devido às cheias.

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