Guiné-Bissau

Magristrados da Guiné-Bissau voltam à greve

Símbolo da Justiça.
Símbolo da Justiça. Ric e Ette/Flickr

 Os magistrados guineenses iniciaram esta terça-feira uma greve que se prolongará até dia 16. Dizem-se cansados de “tantas promessas não cumpridas” e reclamam do Governo de Bissau o cumprimento de um acordo assinado há seis meses.

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Bacari Biai, presidente da Associação Sindical dos Magistrados Judiciais (Asmagui) acusa o Governo de “falta de vontade” para resolver os problemas do sector da Justiça guineense. Bacari Biai, foi mais longe, e disse que a “inércia” dos governantes se deve ao facto de saberem que se o serviço judicial da Guiné-Bissau funcionasse, muitos deles seriam julgados e condenados assim que cometessem qualquer delito.

O presidente da ASMAGUI, acrescentou ainda que o Governo praticamente não cumpriu o que havia sido acordado com os magistrados em Janeiro, nomeadamente, não entregou as dez viaturas que havia prometido para equipar os tribunais regionais, não resolveu o problema da ausência de polícias nas salas de julgamentos e muito menos atendeu as reivindicações de ordem salarial dos magistrados.

Recorde-se que em Janeiro passado, três sindicatos dos magistrados da Guiné-Bissau assinaram um acordo com o Governo, ao abrigo do qual decidiram suspender a greve.

A RFI ouviu Ladislau Embassa, presidente da Associação dos Magistrados guineenses.

Ladislau Embassa, presidente da Associação dos Magistrados guineenses

Com a colaboração do nosso correspondente em Bissau, Mussa Baldé.
 

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