UNIÃO AFRICANA/GUINÉ EQUATORIAL

A guerra na Líbia paira sobre a cimeira da União Africana

Sipopo: a cidade foi construída de propósito para acolher a Cimeira da União Africana
Sipopo: a cidade foi construída de propósito para acolher a Cimeira da União Africana © AFP / STR

Nestas quinta e sexta-feira os chefes de Estado e de governo africanos devem debater na capital da Guiné Equatorial sobre as políticas para a juventude. Os focos de conflito devem, porém, ocupar grande parte dos debates em Malabo com destaque para o impasse na Líbia. 

Publicidade

"Acelerar a autonomização dos jovens para o desenvolvimento sustentável", este é o tema em agenda nesta cimeira a decorrer em Sipopo, perto de Malabo.

África que detém uma das populações jovens mais importantes do globo !

O presidente moçambicano, Armando Guebuza, é um dos oradores sobre o tema. Também um antigo chefe de Estado lusófono, no caso o brasileiro, Lula da Silva, se deslocou à Guiné Equatorial para se dirigir à assembleia de estadistas ali reunidos.

Ele fez questão em defender um lugar para África e para a América Latina no Conselho de segurança da ONU.

 

Lula da Silva, antigo presidente do Brasil

Fradique de Menezes, de São Tomé e Príncipe, e Pedro Pires, de Cabo Verde, participam, desta feita, à sua última cimeira já que ambos se preparam para deixar a magistratura suprema nos respectivos países.

A delegação angolana é chefiada pelo vice-presidente Fernando da Piedade dos Santos.

Já o chefe de Estado guineense, Malam Bacai Sanhá, ao deixar Bissau rumo a Malabo, referiu-se ao dossier líbio, porventura um dos temas mais badalados do fórum da capital equato-guineense.

A Líbia onde o coronel Kadhafi se defronta há meses com uma revolta popular que controla parte do território. A NATO, por sua vez, continua a levar a cabo ataques aéreos contra alvos do regime, supostamente para proteger a população da repressão de Tripoli.

Malam Bacai Sanhá, em declarações colhidas pelo nosso correspondente na capital guineense, Mussá Baldé, reafirmou o seu apoio ao roteiro da União Africana para uma saída de crise na Líbia que passaria por um cessar-fogo permitindo negociações visando a realização de eleições.

Malam Bacai Sanhá, presidente da república da Guiné-Bissau

Por sua vez o presidente da Comissão da União Africana, o antigo chefe da diplomacia gabonesa, Jean Ping, reiterou ao microfone de Jean-Karim Fall, em Malabo, a sua convicção de que o plano da organização panafricana era mais actual do que nunca e admite o afastamento do coronel Kadhafi do poder líbio.

 

Jean Ping, presidente da comissão da União Africana

NewsletterReceba a newsletter diária RFI: noticiários, reportagens, entrevistas, análises, perfis, emissões, programas.