Acessar o conteúdo principal
Guiné-Bissau

Militares e oposição política da Guiné-Bissau chegam a acordo

Bissau, 14 de Abril de 2012.
Bissau, 14 de Abril de 2012. © Alfa Bade/AFP
Texto por: Neidy Ribeiro
12 min

Golpista e políticos acordaram esta tarde a criação de um Conselho Nacional de Transição e dissolução dos orgãos até agora existentes. Este período não deve ser inferior a dezoito meses. Os rostos do novo executivo devem ser conhecidos amanhã.

Publicidade

Depois de quase cerca de dez horas de reuinião entre militares e partidos políticos da oposição guineense, as conclusões apontam para a criação de um Conselho Nacional de Transição e dissolução dos orgãos que existiam até agora. O nosso correspondente em Bissau, Mussa Baldé, dá-nos os detalhes.

Mussá Baldé, correspondente em Bissau

Nestas reuniões não participou o PAIGC, o partido Africano da Independência da Guiné-Bissau e Cabo Verde, o partido no poder até quinta-feira passada, e a força política do primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior. Augusto Olivais, o secretário nacional do PAIGC, explica à jornalista,Cristiana Soares, a posição do seu partido.

Augusto Olivais, secretário nacional do PAIGC

Entretanto, esta manhã, cerca de cem jovens juntaram-se em Bissau, para realizarem uma manifestação pela paz , que deveria percorrer a principal avenida da cidade, passar pela Assembleia Nacional Popular e terminar junto da sede das Nações Unidas. Todavia a concentração foi desmobilizada pelos militares e há um ferido grave a registar. A acção foi promovida pelo Movimento Juvenil para a Paz, que já anunciou que vai fazer diariamente uma manifestação pela paz em Bissau.

Em Portugal, em Lisboa, os ministros dos Negócios Estrangeiros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, ameaçaram sanções individualizadas contra os golpistas e aprovaram uma resolução que passa pela criação de uma força de interposição com mandato definido pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Anabela Gois, correspondente em Lisboa

Mamadou Jao, Director do INEP, Instituto guineense de Estudo e Pesquisa de Bissau comenta a decisão de criação de uma força de interposição defendida pela CPLP.

Mamadou Jao, director do Instituto guineense de Estudo e Pesquisa de Bissau

Sidónio Pais, um músico guineense residente em Paris dá-nos conta das preocupações da diáspora.

Sidónio Pais, músico guineense residente em Paris

 

 

NewsletterReceba a newsletter diária RFI: noticiários, reportagens, entrevistas, análises, perfis, emissões, programas.

Página não encontrada

O conteúdo ao qual você tenta acessar não existe ou não está mais disponível.