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GUINÉ-BISSAU

Transição em marcha na Guiné-Bissau

Bissau, perante o Clube militar onde os golpistas se têm reunido com partidos da oposição
Bissau, perante o Clube militar onde os golpistas se têm reunido com partidos da oposição AFP/ SEYLLOU
Texto por: RFI
11 min

Chegou nesta segunda-feira uma missão da CEDEAO à capital guineense para se avistar com as novas autoridades. Enquanto isso os militares e parte dos partidos políticos limam arestas para dar corpo ao Conselho nacional de transição que assume os poderes após a dissolução dos órgãos constitucionais.

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Foi, pois, uma opção não constitucional a ser sufragada pelos militares e os partidos políticos que com eles negoceiam uma transição para a Guiné-Bissau.

Na prática os órgãos de soberania constitucionais existentes até ao golpe de Estado de 12 de Abril ficaram sem efeito.

A CEDEAO, Comunidade económica dos Estados da África ocidental, enviou a Bissau uma missão chefiada por Kadré Désiré Ouédraogo, presidente da comissão da organização sub-regional, para insistir no restabelecimento da ordem constitucional.

Mas os militares até ao momento fazem orelhas moucas às exigências da comunidade internacional de restabelecimento da ordem constitucional.

O projecto português do envio de uma força militar, naval e aérea, para eventualmente resgatar cidadãos portugueses e estrangeiros que pretendam abandonar a Guiné-Bissau teria provocado algum alarmismo por parte da população da capital.

O relato do terreno com o nosso correspondente Mussá Baldé.

Correspondência de Mussá Baldé

Fernando Vaz, porta-voz do colectivo dos partidos da oposição democrática, tem estado implicado nas negociações dos políticos com os militares e confirma a criação de um Conselho nacional de transição.

Fernando Vaz, porta-voz do colectivo de partidos da oposição democrática

Por outro lado o antigo chefe de Estado, Kumba Yalá, criticou duramente a posição da CPLP, Comunidade dos países de língua portuguesa, que criticara os golpistas e a atitude dos candidatos contestatários da primeira volta das eleições presidenciais.

Kumba Yalá, antigo presidente guineense

Henrique Rosa, antigo presidente interino, também ele, como Kumba Yalá, membro do grupo dos cinco contestatários, se posicionou neste contexto optando por descartar participar em qualquer órgão de transição.

Henrique Rosa, antigo presidente interino guineense

As reacções internacionais continuam a ser de firmeza perante os golpistas com a exigência da libertação do primeiro-ministro cessante e do presidente interino.

José Ramos Horta, presidente cessante timorense, antigo enviado especial para a Guiné-Bissau, propusera a sua mediação para a crise guineense e confirma ter recebido um pedido dos golpistas neste sentido.

Ramos Horta, presidente cessante timorense

Por seu lado o presidente da comissão europeia, o português Durão Barroso, reiterou numa conferência de imprensa conjunta em Bruxelas com o secretário geral da ONU, Ban Ki Moon, a sua condenação do golpe e o apoio às autoridades legítimas da Guiné-Bissau.

Durão Barroso, presidente da Comissão da União Europeia

Com a colaboração de Mussá Baldé e Laurent Correau em Bissau e da Agência Lusa

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