Acessar o conteúdo principal
Guiné-Bissau

Primeiro-ministro e Presidente interino da Guiné Bissau foram libertados

Presidente Interino da Guiné-Bissau, Raimundo Pereira e o  Primeiro- Ministro Carlos GomesJunior à chegada a  Abidjan, Costa do Marfim
Presidente Interino da Guiné-Bissau, Raimundo Pereira e o Primeiro- Ministro Carlos GomesJunior à chegada a Abidjan, Costa do Marfim AFP/Sia Kambou
Texto por: Neidy Ribeiro
9 min

O primeiro-ministro e o Presidente interino da Guiné-Bissau foram libertados e encontram-se a salvo na Costa do Marfim. Os dois governantes detidos pelo comando militar golpista, foram transportados por uma comitiva da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental-CEDEAO.  

Publicidade

Logo que foi confirmada a notícia da libertação de Carlos Gomes Júnior e Raimundo Pereira, Bissau foi assolado por vários momentos de festa, sobretudo junto à sede do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde-PAIGC. A festa dos simpatizantes do partido de Carlos Gomes Júnior ficou a dever-se à confirmação efectiva de que ambos estão vivos.

Agora que se sabe que os dois políticos estão fora da prisão e são e salvos em Abidjan, começam a surgir as primeiras reacções sobre a decisão do comando militar que aceitou as exigências da comunidade internacional, libertando os dois homens e também o posicionamento da CEDEAO pela sua postura intransigente em não aceitar a efectivação do golpe de Estado.

Os partidos políticos já vieram saudar a CEDEAO. O PAIGC afirmou que era a saída possível para esta crise, porém exige que lhe seja devolvida a governação do país. Também o Movimento Democrático Guineense MDG- e o Partido Republicano para a Independência e Desenvolvimento -PRID- as organizações do movimento civil vieram saudar os esforços da CEDEAO.

O país aguarda para os próximos dias pela criação de um governo que vai gerir a transição durante um período de doze meses. Ainda hoje, sábado, é esperada no país uma delegação de técnicos da CEDEAO que vêm ajudar os políticos e os militares na implementação do roteiro de transição na Guiné.

Correspondência de Mussa Baldé

 

Carlos Gomes, dirigente do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde-PAIGC, membro do Conselho de Estado e pai de Carlos Gomes Júnior, reagiu à libertação do seu filho e disse ainda que vai continuar a lutar para que a democracia volte ao país.

Carlos Gomes, dirigente do PAIGC e pai de Carlos Gomes Júnior

 

Já esta tarde, aqui em França, os guineenses saíram mais uma vez à rua. A praça dos direitos do homem, em Paris, foi o local escolhido para a concentração de guineenses que vieram de vários pontos do país. O objectivo desta manifestação foi mostrar o descontentamento com os militares que desde dia 12 de Abril tomaram o poder na Guiné. Jorge Monteiro, um dos membros da organização, mostrou-se satisfeito com a libertação de Carlos Gomes Júnior e Raimundo Pereira, no entanto avançou que os guineenses vão continuar a fazer pressão para que os militares regressem às casernas e que o poder seja entregue ao povo.

Guineenses a residir em França mostram cartão vermelho aos militares

 

Com a colaboração de João Matos e do nosso correspondente em Bissau, Mussa Baldé.

 

 

NewsletterReceba a newsletter diária RFI: noticiários, reportagens, entrevistas, análises, perfis, emissões, programas.

Página não encontrada

O conteúdo ao qual você tenta acessar não existe ou não está mais disponível.