Cabo Verde

Cabo Verde celebra Dia Internacional da Dança

Companhia de Dança de Cabo Verde Raiz di Polon
Companhia de Dança de Cabo Verde Raiz di Polon DR

Hoje assinala-se o Dia Mundial da Dança, data instituída há 21 anos pelo Comité internacional da Dança da ONU para a Educação, Ciência e Cultura. Comemorações que têm em vista recordar o nascimento de um dos pioneiros da dança moderna, o francês Jean-Georges Noverre.  

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Este ano a mensagem que evoca o espiríto da dança como prática universal foi,como todos os anos, transmitida aos espectadores. Pela primeira vez foi assinada pelo coreógrafo taiwanês Lin Hwai-Min que lançou um apelo para que as pessoas se aproximem da realidade através da dança para contrairar a tendência da era digital.

Lin Hwai-Min director artístico da Coul Gate Dance Theatre sutentou que "a era digital, as imagens e os movimentos tomam milhões de formas. São fascinantes, mas não podem substituir a dança, porque as imagens não respiram. A dança é uma celebração da vida". O coreógrafo aproveitou o momento para lançar o convite aos espectadores para que "desliguem as televisões, os computadores e venham dançar. Exprimam-se através do digno instrumento que é o vosso corpo. Celebrem a vida com a dança".

Pelo mundo lusófono muitas são as companhias, colectividades e associações de dança que assinalam, hoje, o Dia Mundial da Dança com espetáculos cotemporâneos, modernos ou clássico.

Em Cabo Verde o dia foi assinalado com aulas, com a projecção de documentários e espectáculos apresentados por aluno de diversas estruturas. O director artístico da companhia Raiz di Polon, Manu Preto, em entrevista a João Matos, falou de ser, acima de tudo um dia de reflexão.

 

Entrevista de Manu Preto

A companhia cabo-verdiana Raiz di Polon foi fundada em 1991 e é um dos muitos grupos de dança cabo-verdianos criados nas várias ilhas do arquipélago. No entanto é, hoje, o grupo mais importante na criação de espectáculos contemporâneos cabo-verdianos.

A estrutura dedica-se  - há mais de uma década - a desenvolver projectos pioneiros para promover a dança contemporânea como é o caso da iniciativa "Dançar o que é Nosso", que tem como objectivo incentivar o desenvolvimento de contactos duradouros entre artistas e organizadores da Europa, África e América Latina para alargar a rede de contactos da comunidade da dança lusófona e abrir novos caminhos para novas criação artística, sustentada numa rede lusófona.
 

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