África

Pan-africanismo foi tema de conferência na UNESCO

Painel de oradores lusofónos na UNESCO
Painel de oradores lusofónos na UNESCO Marie-Adeline Tavares

A segunda edição da conferência dedicada a Joseph Ki-Zerbo teve como tema o pan-africanismo, renascimento cultural e integração regional. Foi na sede da UNESCO em Paris, onde também estiveram presentes representantes da África Lusófona, relembrando Amílcar Cabral.

Publicidade

Joseph Ki-Zerbo foi um político e historiador nascido no Burkina Faso, com obra literária de referência baseada no pan-africanismo.

Na parte da manhã da conferência de hoje, o optimismo quanto às relações entre países e povos africanos foi personificado pelo juiz da Guiné-Equatorial, Cruz Melchor Eya Nchama, que viveu em Angola, e que sublinhou o futebol como intrumento de ligação entre os jovens africanos.

Cruz Melchor Eya Nchama

A parte da tarde foi dedicada a Amílcar Cabral e à África Lusófona. David Leite, adido cultural na embaixada de Cabo Verde em Paris, destacou o papel impulsionador de Cabo Verde e São Tomé e Príncipe no pan-africanismo.

David Leite

Jorge Albino Monteiro, do Grupo de Amigos da Guiné-Bissau de França, relembrou Amílcar Cabral, o pai das independências de Cabo Verde e da Guiné-Bissau.

Jorge Albino Monteiro

Apesar do optimismo geral, o presente da Guiné-Bissau continua a gerar preocupação. Por isso Marcelina Labare-Monteiro, da ONG guineense Solidariedade Polon, refere que o pan-africanismo não é possível sem uma cultura de paz.

Marcelina Labare-Monteiro

NewsletterReceba a newsletter diária RFI: noticiários, reportagens, entrevistas, análises, perfis, emissões, programas.