Guiné-Bissau

Guiné-Bissau contribui para libertação de reféns da Casamança

Os doze reféns sequestrados na Casamança no dia 3 de Maio pelo MFDC
Os doze reféns sequestrados na Casamança no dia 3 de Maio pelo MFDC RFI / Allen Yerro Mballo

Três mulheres senegalesas sequestradas no início de Maio na Casamança pelos rebeldes do MFDC foram hoje conduzidas até suas casas pela ONG Mom Ku Mom. Isto depois de terem sido libertadas esta segunda-feira com a contribuição da Guiné-Bissau.

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As três mulheres senegalesas que faziam parte de uma equipa de desminagem sequestrada no dia 3 de Maio pelos rebeldes independentistas de Casamança do Movimento das Forças Democráticas de Casamança (MFDC) foram hoje conduzidas até suas casas pela ONG Mom Ku Mom.

Sophie Aidara, Fatou Diaw e Fatou Gueye, de etnia Jola, são de Ziguinchor, a principal cidade da região de Casamança que há décadas vive um clima de instabilidade por causa do conflito que opõe o Governo de Dacar e o MFDC que exige a independência da região.

As três mulheres, que integravam um grupo de 12 sequestrados, tinham sido libertadas esta segunda-feira na aldeia de Cassalol, junto à fronteira com o Senegal, na presença de responsáveis militares guineenses, de representantes do Comité Internacional da Cruz Vermelha e de membros da Mom Ku Mom, que tem mediado as conversações entre as diversas facções do MFDC para que encontrem uma única liderança.

Bigna Na Fantcham Na, responsável da Mom Ko Mom (mãos dadas, em português) disse que a organização tem estado em contacto com os rebeldes, os quais garantiram que tratariam bem os reféns, e acrescentou que a libertação dos restantes nove detidos será para breve.

O movimento independentista de Casamança aproveitou para acusar o governo do Senegal de prisões e execuções sumárias, para sublinhar que Casamança não é parte do país e reafirmar que o direito da região à independência é "inegociável". Afirmou ainda que a população quer que a comunidade internacional se pronuncie sobre o processo, que dura há décadas, nomeadamente a Portugal, que se pronuncie.

Mais pormenores com Mussá Baldé, nosso correspondente em Bissau.

Correspondência Bissau

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